Europa Cidadãos é cada vez mais a primeira força política em Espanha

Cidadãos é cada vez mais a primeira força política em Espanha

Uma sondagem do instituto SocioMétrica para o El Español confirma a tendência de estabilização do partido liderado por Albert Rivera como primeira força política espanhola. Cidadãos mais do que duplica votação das últimas eleições gerais, enquanto PP, PSOE e Unidos Podemos caem face ao acto eleitoral de 26 de Junho de 2016.
Cidadãos é cada vez mais a primeira força política em Espanha
Reuters
David Santiago 02 de abril de 2018 às 15:22

Ao fim do bipolarismo confirmado nas duas últimas eleições gerais espanholas parece agora juntar-se a afirmação do Cidadãos como maior partido do polarizado espectro político espanhol.

 

A sondagem do instituto SocioMétrica para o El Español publicada esta segunda-feira, 2 de Abril, reforça as intenções de voto do partido liderado por Albert Rivera que surge cada vez mais consolidado como no primeiro lugar com 27,4% (107 assentos parlamentares), mais do dobre do que os 13,1% alcançado nas eleições gerais de 26 de Junho de 2016.

 

O Cidadãos é mesmo o único dos quatro principais partidos a crescer comparativamente com a votação das últimas eleições. O PP consegue 21,9% (87 deputados), o PSOE 19,4% (78 deputados) e a coligação Unidos Podemos 16,2% (47 mandatos), que comparam respectivamente com 33,03%, 22,7% e 21,1% obtidos por estas forças no acto eleitoral de 2016.

 

Ao contrário de 2016, Cidadãos e PP conseguem em conjunto superar os 176 mandatos necessários para a maioria absoluta, contudo com uma inversão de posições entre as forças de Rivera e do primeiro-ministro Mariano Rajoy.

 

 

Este estudo de opinião soma-se às sondagens realizadas por outros institutos que também colocam o Cidadãos como o primeiro partido nas intenções de voto. Para o conseguir, o Cidadãos beneficia da transferência de votos, já que, evidencia o estudo do SocioMétrica, 32% dos eleitores que em 2016 votaram PP apoiam agora Albert Rivera e 14% do eleitorado que optou pelos socialistas nas eleições de há dois anos prefere agora o partido centrista. 

 

O Cidadãos continua, aparentemente, a beneficiar da posição de maior intransigência assumida contra o processo independentista da Catalunha. A subida da força nascida na Catalunha acentuou-se a partir dos meses de Outubro e Novembro, um período marcado pela declaração unilateral de independência catalã e pela activação do artigo 155 da Constituição espanhola que pôs Madrid ao leme do autogoverno da região autonómica.

 

O Cidadãos foi também a força do arco constitucional (não independentista) mais votada nas eleições regionais catalãs de 21 de Dezembro do ano passado, um acto eleitoral que resultou em nova maioria absoluta do bloco soberanista.




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