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Cimeira do Brexit metida no meio das eleições francesas

Os líderes europeus vão reunir-se em 29 de Abril para começar a tratar da saída do Reino Unido da União Europeia.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 21 de Março de 2017 às 12:01
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Os líderes europeus vão fixar as grandes linhas do guião de negociação da saída do Reino Unido da União Europeia numa cimeira extraordinária que terá lugar em Bruxelas em 29 de Abril.

O anúncio desse encontro foi feito nesta terça-feira, 21 de Março, pelo presidente do Conselho Europeu. Numa curta mensagem no twitter, Donald Tusk frisou que as negociações devem ter como prioridade garantir o máximo de clareza e de certeza sobre o futuro dos cidadãos, das empresas e para os países-membros da União.

A cimeira do Brexit terá lugar entre as duas voltas das eleições presidenciais em França. A primeira chamada dos franceses às urnas está marcada para 23 de Abril e a segunda para 7 de Maio. 



A marcação desta cimeira extraordinária sucede depois de, na véspera, a primeira-ministra britânica Theresa May ter anunciado que formalizará a activação do artigo 50 do Tratado de Lisboa no dia 29 de Março, quatro dias após a cimeira de Roma que, em 25 de Março, assinalará os 60 anos do Tratado fundador da UE.

 
Segundo os Tratados europeus, após a activação do artigo 50 seguir-se-á um período máximo de dois anos de negociações para tratar, primeiro, do divórcio e, em seguida, de um eventual novo quadro para regular as relações futuras entre Londres e Bruxelas. Durante esse prazo, todos os direitos e deveres do Reino Unido como membro da UE permanecem inalterados.

As negociações formais entre o Reino Unido e a UE só começarão depois de os Estados-membros aprovarem regras mais detalhadas para as conversações e mandatarem oficialmente o negociador da Comissão Europeia para o 'Brexit' Michel Barnier, o que poderá não acontecer antes de Junho.

Após de meses de dúvida, Theresa May assumiu em Fevereiro que o Reino Unido irá optar por uma saída completa da União Europeia - um "hard Brexit" - e pedir a negociação, de raiz, de um novo enquadramento com os demais países da União Europeia, que disse querer que seja o mais amplo e ambicioso possível em matéria de comércio de bens e serviços e o mais restrito possível no que respeita à circulação de trabalhadores. Quer uma "parceria estratégica" como as que a UE reserva às grandes potências globais. A saída do Reino Unido da UE foi decidida em referendo realizado em 23 de Junho.


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