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CIP: Saída 'à irlandesa' seria melhor, mas importante é fazê-lo com "sustentabilidade"

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) afirmou hoje que os dados disponíveis indicam que haverá "condições" para Portugal sair do programa de resgate "à irlandesa", mas salientou que "o importante" é fazê-lo com "sustentabilidade".

Bruno Simão/Negócios
Lusa 13 de Fevereiro de 2014 às 15:55
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"Dos dados que temos, pensamos que existem condições para termos essa saída [sem programa cautelar], porque as taxas de juro que pagamos e a visão que os mercados e os nossos credores têm hoje sobre a capacidade que Portugal tem de honrar os seus compromissos é diferente de há um ou dois anos atrás", afirmou António Saraiva (na foto) à margem de um almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal, no Porto. "Mas, mais do que adjectivar a forma como saímos, o importante é dar sustentabilidade a essa forma de saída", acrescentou.

 

Para o líder da CIP, há que "acautelar o futuro" e assegurar que o país tem "condições para suportar a saída [do programa de resgate financeiro] sem necessidade de novas medidas que aumentem a recessão e produzam mais constrangimentos à economia e mais dificuldades às empresas e às famílias".

 

Desde que assegurada esta "sustentabilidade", António Saraiva entende que a saída 'à irlandesa', com "maior leveza" e sem "tantos constrangimentos sobre as empresas e as famílias", será "mais favorável".

 

"Quanto mais ligeira for a carga que temos aos ombros, mais fácil teremos a vida futura", considerou.

 

Reagindo a uma notícia do Diário Económico segundo a qual o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, "já disse à 'troika' que Portugal quer sair à irlandesa", o Governo PSD/CDS-PP negou hoje, através do ministro da Presidência, que já tenha optado por sair do actual programa de resgate 'à irlandesa', sem um programa cautelar, e comunicado essa intenção à 'troika'.

 

Em resposta à comunicação social, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes afirmou que a opção entre adoptar ou não um programa cautelar só será tomada mais para a frente, "no momento certo", e que "o momento certo não é com três meses de antecedência".

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