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Citigroup diz que perdão da dívida grega "às fatias" é abordagem errada

O economista chefe do Citigroup acredita que a solução do problema da Grécia acabará por passar por uma redução do valor nominal da dívida grega e propõe um corte "eficaz" do seu valor em vez de a ir reduzindo "às fatias", atrasando a recuperação da economia.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 16:44
O responsável pelo departamento de análise económica do Citigroup, Willem Buiter, acredita que o futuro da Grécia passará sempre por uma redução do valor nominal da dívida do país. Por isso, o economista defende que se deve avançar com um desconto “eficaz” e não seguir um percurso de pequenas revisões sucessivas em baixa, ou uma redução do stock de dívida “em fatias”, ilustrou.

“Gostaria de assistir a uma redução eficaz da maior parte do que resta da dívida grega”, disse Buiter em entrevista com a Bloomberg. Esta seria a segunda revisão em baixa do valor da dívida do país desde o início da crise financeira internacional, em 2007.

“É isso que acabará por acontecer, em qualquer caso. Mais vale antecipar o momento da redução final do endividamento e avançar desde logo com o trabalho de estímulo da procura, em vez de o ir cortando às fatias num período de dois ou três anos”, afirmou.

Este ano, a Grécia e os credores privados acordaram uma operação de troca de obrigações que permitiu ao país evitar o incumprimento desordenado das suas obrigações, prolongar as maturidades e reduzir o montante nominal da dívida.
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