Política CM: Património de 5 milhões de Luís Filipe Menezes em investigação

CM: Património de 5 milhões de Luís Filipe Menezes em investigação

Em causa estarão suspeitas de corrupção, gestão danosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O ex-presidente da Câmara de Gaia vai perder imunidade.
CM: Património de 5 milhões de Luís Filipe Menezes em investigação
Negócios 09 de março de 2016 às 10:18

O Ministério Público está a investigar o património imobiliário de 5 milhões de euros em nome de Luís Filipe Menezes e dos seus familiares, de acordo com o Correio da Manhã. Em causa no processo que esta quarta-feira levou a buscas na Câmara Municipal de Gaia estarão suspeitas de corrupção, gestão danosa fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Com a tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa, o ex-presidente da Câmara Municipal de Gaia deixa de ser conselheiro de Estado e vai perder o estatuto de imunidade o que, segundo explica o mesmo jornal, permite que Menezes seja ouvido e constituído arguido sem que as autoridades precisem de autorização para o interrogatório.

Uma das empresas visadas é a Gaianima, que no passado foi administrada pelo ex-futebolista João Vieira Pinto. De acordo com o Jornal de Notícias, em causa estará a investigação de contratos que terão permitido realizar pagamentos a fornecedores sem dinheiro e sem cabimentação orçamental. Uma auditoria externa à gestão da empresa nos anos de 2012 e 2013 detectou contratos ilegais de 4,5 milhões de euros, feitos em violação da lei dos compromissos. A empresa foi extinta no ano passado.

A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta terça-feira, 8 de Março, 24 buscas à Câmara Municipal de Gaia, empresas e domicílios, no âmbito de uma investigação ligada à gestão da antiga empresa municipal Gaianima, extinta em 2015, avançou a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

 

"Nestas investigações, que não têm, até ao momento, arguidos constituídos, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária", lê-se na nota da Procuradoria.

 

Acrescentando que as buscas se realizaram "no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Acção Penal da Comarca do Porto, em que se investigam factos relacionados com a actividade da Gaianima, empresa municipal de Vila Nova de Gaia".




pub