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Combustíveis e automóveis fazem disparar exportações

A venda de mercadorias ao exterior disparou mais de 10% e esse crescimento foi empurrado pelos automóveis e pelos combustíveis, destacando-se também a recuperação de mercados que vinha registando perdas sucessivas, como Angola e Brasil.

Exportações crescem acima de 10% em metade dos meses

Exportações crescem acima de 10% em metade dos meses
Em Dezembro a venda de bens ao exterior aumentou apenas 0,1%, o que representa o crescimento mais ténue desde Outubro de 2016. As variações homólogas foram positivas em todos os meses de 2017, sendo que em seis deles a taxa de crescimento superou os 10%. O INE explica a travagem em Outubro com o efeito de calendário.

Importações com crescimentos mais acentuados

Importações com crescimentos mais acentuados
O efeito calendário também penalizou as importações, que tiveram em Dezembro a primeira queda mensal do ano. Em sete dos meses de 2017 o aumento foi superior a 10%.

Exportações com melhor ano desde 2011

Exportações com melhor ano desde 2011
As exportações de bens em Portugal aumentaram 10,1% em 2017, face ao ano anterior, o que traduz o crescimento anual mais forte desde 2011. No conjunto de 2017 as empresas portuguesas exportaram mercadorias no valor de 55.079 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre, depois de oito anos consecutivos de crescimento.

Importações crescem ao ritmo mais forte desde 2010

Importações crescem ao ritmo mais forte desde 2010
As importações registaram um crescimento de 12,5% em 2017, naquele que foi o aumento mais forte desde o salto de 14,1% de 2010. Em valor, as importações atingiram 68.921,8 milhões de euros.

Importações superam exportações pelo segundo ano

Importações superam exportações pelo segundo ano
Foi frequente ao longo do ano e também se verificou no conjunto de 2017. As importações aumentaram acima das exportações, o que acontece pelo segundo ano consecutivo. Nos últimos 10 anos a tendência mais frequente tem sido a contrária.

Taxa de cobertura em mínimos desde 2012

Taxa de cobertura em mínimos desde 2012
A taxa de cobertura (peso das exportações no total das importações) baixou 1,8 pontos percentuais, atingindo 79,9% em 2017. O ano passado foi assim o primeiro ano, desde 2012, em que a taxa de cobertura se situa abaixo dos 80%.

Défice comercial aumenta

Défice comercial aumenta
Com as importações a crescerem acima das exportações (o que acontece pelo segundo ano consecutivo), o défice da balança comercial subiu para 13.843 milhões de euros em 2017, o que representa o valor mais elevado desde 2011 (16.723 milhões de euros).
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2018 às 15:00
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As exportações portuguesas regressaram no ano passado ao crescimento de dois dígitos e os dois maiores responsáveis foram os combustíveis e os automóveis. Juntos, estes dois grupos de produtos representaram mais de um terço do aumento total das vendas de bens ao exterior.

 

Entre 2016 e 2017, as exportações de mercadorias aumentaram mais de cinco mil milhões de euros, o que equivale a uma variação de 10,1% (a mais elevada desde 2011). Desse montante, 1,6 mil milhões de euros vieram de dois grupos de produtos: aquele que integra combustíveis e os veículos automóveis. Isto é, 32% da variação anual.

 

Entre os 36 grandes grupos de produtos identificados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esses são os dois mais relevantes. Dignos de nota são ainda os aparelhos médicos e de precisão, óptico e de relojoaria (de onde vem 9% da variação), os bens alimentares e bebidas (8%) e os metais base (8%).

 

Numa análise geográfica, verificamos também que a recuperação de alguns mercados foi decisiva para o bom resultado das exportações no ano passado. Provavelmente o melhor exemplo disso mesmo é o Brasil. Embora a venda de bens para esse país representasse em 2016 pouco mais de 1% do total das exportações nacionais, o Brasil foi responsável por 8% do crescimento das vendas.

 

Essa maior importância deveu-se especialmente à recuperação da venda de combustíveis e de bens alimentares, que foram responsáveis por mais de metade do crescimento das exportações para o outro lado do Atlântico. O Brasil inverte assim a trajectória de contracção como mercado de destino para os bens portugueses, observada entre 2014 e 2016, atingindo o valor mais elevado de sempre, perto dos mil milhões de euros.

 

Outro país com um perfil de recuperação semelhante foi Angola, que foi responsável por 6% do crescimento das exportações em 2016 (apesar de o seu peso nas vendas ser metade disso). Recorde-se que em apenas dois anos o volume de vendas de empresas portuguesas para Angola tinha afundado para metade. Em 2017 travou a sangria e parece ter começado a recuperar. Neste caso, explicação para é mais dispersa, passando por produtos alimentares, produtos químicos, produtos metálicos, máquinas e aparelhos eléctricos (com pesos entre 15% a 17% no crescimento das vendas).

 

Mercados emergentes como Brasil, Angola e China tiveram os maiores crescimentos entre os 11 mercados mais relevantes para as exportações portuguesas, com variações de 75%, 19% e 25%, respectivamente. Ainda assim, gigantes geograficamente próximos foram mais importantes para o avanço do comércio português em 2017. Juntos, Espanha, França e Alemanha foram a origem de 38% do aumento das exportações no ano passado.

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