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Comemorações de 25 de Abril dividem deputados no Parlamento

O primeiro-ministro José Sócrates considerou hoje, no debate parlamentar sobre a aprovação do Tratado de Lisboa, que a aprovação na ante-véspera do 25 de Abril "é uma forma particularmente feliz de assinalar a resolução democrática".

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 23 de Abril de 2008 às 16:31
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O primeiro-ministro José Sócrates considerou hoje, no debate parlamentar sobre a aprovação do Tratado de Lisboa, que a aprovação na ante-véspera do 25 de Abril "é uma forma particularmente feliz de assinalar a resolução democrática".

A alusão ao 25 de Abril foi criticada pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda. O PCP considera que com este Tratado, Portugal perde em peso institucional em soberania e que "do 25 de Abril resultou uma "soberania constitucional"que não aliena qualquer tipo de poderes do Estado em relação a União Europeia.

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, reforçou ainda que "o povo há-de exigir a reposição dessa soberania nacional alcançada com o 25 de Abril".

Por seu lado Francisco Louça convidou José Sócrates " a deixar ao 25 de Abril, o que é do 25 de Abril", afirmando que hoje no parlamento se está a confiscar aquilo que foi prometido aos portugueses, numa alusão à opção pela ratificação parlamentar em detrimento do referendo.

Louça considera que este tratado propõe uma "Europa diminuída".

Paulo Portas, por seu lado, acha que a presidência portuguesa aproveitou com mérito a oportunidade de ultrapassar o impasse institucional na União Europeia, afirmando que "é melhor ter um tratado moderado do que um impasse institucional".

O líder do CDS/PP considera o "Tratado satisfatório para os interesses portugueses, mas considera um erro enorme não se fazer o referendo".

Santana Lopes comunga da opinião do primeiro ministro no sentido em que hoje é um dia marcante para Portugal, mas destaca que "há um défice de informação sobre as transferências de soberania para a União Europeia".

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