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Comissário do euro diz que é preciso resolver o problema dos activos tóxicos na Europa

Joaquin Almunia voltou hoje a defender que é preciso encontrar uma solução para retirar os chamados "activos tóxicos" dos balanços dos bancos, de modo restabelecer alguma normalidade nos circuitos de crédito, sem a qual os esforços governamentais de reanimação da economia tenderão a cair em saco roto.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2009 às 10:15
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Joaquin Almunia, comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, voltou hoje a defender que é preciso encontrar uma solução para retirar os chamados “activos tóxicos” (ou de baixo valor) dos balanços dos bancos, de modo restabelecer alguma normalidade nos circuitos de crédito, sem a qual os esforços governamentais de reanimação da economia tenderão a cair em saco roto.

Num artigo de opinião publicado no “Wall Street Journal”, no dia em que os ministros europeus das Finanças se preparam para um encontro de dois dias em Bruxelas, Almunia escreve que “para garantir que o crédito – a “seiva” da actividade económica – volta a circular pelas artérias da economia, um consenso amplo está a formar-se no sentido de considerar que temos de resolver o problema dos activos tóxicos, que estão a pesar sobre os balanços dos bancos e a travar o retorno da confiança”.

Segundo explica, as “medidas de alívio” poderão tomar três formas distintas: a criação de um veículo em cada instituição financeira para o qual sejam transferidos os activos tóxicos; a criação pelas entidades públicas de um “bad bank”, que concentre a aquisição dos activos tóxicos de todo o sector (como está a ser pensado nos Estados Unidos); ou, por último, através do lançamento de um seguro estatal para proteger os bancos de perdas futuras relacionadas com os activos que hoje se considere terem nenhum, ou quase nenhum, valor de mercado.

No artigo de opinião, Almunia sublinha, porém, que, mais do que a escolha do modelo a ser seguido pelos países europeus, “o que importa, acima de tudo, é que cheguemos a acordo sobre que activos serão elegíveis e como estes deverão ser avaliados, de modo a minimizar os custos potenciais para os contribuintes e evitar distorções na concorrência”.


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