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Como é que o consumo privado vai evoluir?

Há várias razões para o pessimismo que o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) transmite, acreditando que "a quebra [do consumo] no segundo semestre vai ser maior do que no primeiro".

Como é que o consumo privado vai evoluir?
Isabel Aveiro ia@negocios.pt 30 de Agosto de 2012 às 09:00
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Há várias razões para o pessimismo que o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) transmite, acreditando que "a quebra [do consumo] no segundo semestre vai ser maior do que no primeiro".

Em primeiro lugar, acredita Vieira Lopes, "o comércio, e o consumo em geral" vão "sentir fortemente o impacto" do corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos – quadros qualificados, com um salário médio superior", que sustentam uma boa parte do consumo. "Nos bens de grande consumo", recorda, a distribuição da compra "faz-se 40%-60% para o primeiro e segundo semestre", respectivamente. A segunda parte do ano é onde se concentram os períodos mais importantes (do Natal e do regresso às aulas, por ordem de grandeza) para o consumo e para o balanço das empresas de comércio e distribuição.

Em segundo lugar, a "CCP está bastante apreensiva" com o aumento de encerramentos de empresas, nomeadamente industriais, já que no comércio este fenómeno normalmente se concentra mais em Janeiro – a volta de férias muitas vezes representa o fecho de fábricas e o fim de postos de trabalho no País.

Em terceiro lugar, "o desemprego vai continuar a aumentar" e neste contexto, a CCP – que na próxima segunda-feira reúne com os representantes da troika em sede de concertação social – espera "que o Governo não agrave as medidas de austeridade". "Aumentar a carga fiscal seria entrar no espiral depressivo que nos aproximaria do perfil da Grécia", sustém. Finalmente, ao ler os últimos níveis de exportação, Vieira Lopes suspeita que os mesmos "não se vão manter" por muito tempo. Porque, diz, assentam em fenómenos como a Autoeuropa vender mais para a China ou o País alienar mais produtos petrolíferos ("bom para a balança comercial, mas não cria mais emprego"), ou ouro, um produto cujo volumes "têm um limite". E, lá fora, "os mercados europeus estão todos patinar, incluindo a Alemanha", alerta.


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