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Como o Governo passou de um défice de 2,8% para 2,6%

Em dois meses, o Executivo reviu em baixa a previsão de um défice para este ano. Mário Centeno explica como: revê o plano de pagamento ao Fundo Monetário Internacional e sobe alguns impostos sobre o consumo.

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O ministro das Finanças explicou esta sexta-feira como reviu em baixa a meta do défice para este ano, de 2,8% para 2,6% do PIB. Mário Centeno avançou com duas explicações: a revisão dos planos de pagamento ao Fundo Monetário Internacional e o aumento de alguns impostos sobre o consumo.

O govenante respondia a perguntas dos jornalistas na conferência de imprensa de apresentação do "draft" do Orçamento do Estado para 2016.

Centeno considerou que o novo plano de pagamentos ao FMI revela uma "enorme cautela" na gestão da dívida pública. Com isso, o ministro consegue uma redução nos encargos com juros da dívida pública, explicou o próprio.

Além disso, um conjunto de medidas fiscais para redução do endividamento, em particular, o Imposto de Selo sobre as operações de crédito e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos.

No documento que será agora enviado para Bruxelas, o Governo compromete-se com uma redução do défice de 3%, em 2015, para 2,6% do PIB, este ano, com uma redução do défice estrututral de 0,2% pontos percentuais do PIB.  

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