Conjuntura Confiança das famílias portuguesas sobe para máximos de três anos

Confiança das famílias portuguesas sobe para máximos de três anos

Consumidores e empresários têm uma expectativa mais positiva sobre a evolução do desemprego e da situação económica do país.
Confiança das famílias portuguesas sobe para máximos de três anos
Nuno Carregueiro 28 de novembro de 2013 às 09:58

O indicador que mede a confiança dos consumidores portugueses atingiu em Novembro um máximo desde Outubro de 2010, devido “ao contributo positivo das expectativas sobre a evolução do desemprego e da situação económica do país”.

 

De acordo com Inquéritos de Conjuntura publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), também os empresários portugueses estão menos pessimistas, já que o indicador de clima económico continua a recuperar, desde o mínimo atingido em Dezembro.

 

No caso do indicador dos consumidores, o indicador de confiança está a subir desde o início deste ano, sendo que o máximo de três anos fixado este mês, segundo o INE, fica a dever-se sobretudo às expectativas das famílias sobre a evolução do desemprego.

 

A taxa de desemprego desceu no terceiro trimestre para 15,6%, na primeira descida em dois trimestres consecutivos desde 2008. Também no terceiro trimestre a economia cresceu 0,2%, no segundo trimestre consecutivo de crescimento.

 

Indicadores que estão a reflectir-se no sentimento de confiança das famílias, que se mostram também mais positivas sobre a situação financeira do agregado familiar, sobre a perspectiva de realizar compras de bens duradouros.

 

O consumo privado, apesar de apresentar ainda variações de sinal negativo, tem vindo a recuperar nos últimos trimestres, contribuindo também de forma importante para a recuperação da economia portuguesa.

 

Confiança melhora na indústria, construção, comércio e serviços

 

A melhoria na confiança dos empresários é transversal a todos os sectores, tendo melhorado em todos eles ao longo dos últimos cinco meses. O INE salienta que o indicador de clima económico (que mede a confiança dos empresários) recuperou entre Janeiro e Novembro, após atingir o mínimo da série em Dezembro de 2012.

 

Na indústria transformadora o indicador de confiança prolongou o perfil ascendente iniciado em Dezembro de 2012, “devido ao contributo positivo de todas as componentes, opiniões sobre a procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados e perspectivas de produção, mais intenso no primeiro caso”.

 

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas também subiu, prolongando o movimento de recuperação iniciado em Agosto de 2012, “reflectindo a recuperação de ambas as componentes, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspectivas de emprego, mais expressiva no último caso”.

 

No comércio o indicador de confiança aumentou “significativamente”, intensificando a trajectória crescente observada desde Fevereiro de 2012, “em resultado do contributo positivo das opiniões sobre o volume de vendas e das perspectivas de actividade, mais expressivo no primeiro caso, uma vez que as apreciações sobre o nível de existências contribuíram negativamente”.

 

O indicador de confiança dos Serviços prolongou o perfil ascendente iniciado em Dezembro de 2012, “devido à recuperação das apreciações sobre a actividade da empresa e sobre a evolução da carteira de encomendas, sobretudo do primeiro caso, enquanto as perspectivas relativas à evolução da procura estabilizaram”.

 

(notícia actualziada às 10h13)

 




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