Economia Confiança industrial na Europa em mínimos de seis anos

Confiança industrial na Europa em mínimos de seis anos

A confiança na indústria europeia derrapou para um mínimo desde 2013, em setembro. A confiança geral, que agrupa todos os restantes setores também caiu para mínimos de quatro anos. O Brexit e a guerra comercial entre os EUA e o resto do mundo são os principais travões.
Confiança industrial na Europa em mínimos de seis anos
Paulo Duarte
Gonçalo Almeida 27 de setembro de 2019 às 11:33

O índice da confiança dos gestores da indústria na Zona Euro caiu para -8,8, em setembro deste ano, de -5,8 em agosto. Os líderes das indústrias no bloco central estão mais receosos com o impacto que a saúde frágil da economia europeia venha a ter no setor.

O índice geral da confiança - que agrupa outros setores - caiu também para um mínimo de quatro anos nos 100 pontos, que resultou "de uma deterioração substancial da confiança na indústria e de um ligeiro declínio no comércio de retalho", segundo a Comissão Europeia.

No relatório pode ler-se que "o acentuado declínio na confiança do setor resultou das visões marcadamente mais pessimistas dos gestores nas três componentes: expectativas de produção, o nível atual dos livros de pedidos gerais e os ‘stocks’ de produtos".

O setor em todo o continente, especialmente na Alemanha, tem sido afetado por um misto de incertezas desde as tensões comerciais entre os EUA e a China, até às negociações prolongadas para a saída do Reino Unido da União Europeia.

Apesar da queda no setor industrial (-3,0), a confiança melhorou no setor dos serviços (+0,3) - ainda que se mantenha perto de mínimos de 2015 -, no consumo (+0,6) e nos serviços financeiros (+6,3), face ao mês anterior. Caiu no setor do retalho (-0,5) e no setor da construção (-0,1), em comparação com agosto deste ano.

Em Portugal, a confiança na indústria caiu para -4,0, face a -2,9 em agosto. Também nos serviços a confiança diminuiu para 0,3, de 1,1, e no retalho caiu para -0,1, quando no mês anterior tinha registado 1,4. 

Os bancos centrais têm tentado atenuar o abrandamento económico com cortes nas taxas de juro (no caso do BCE, por exemplo, o corte foi feito nas taxas de juro dos depósitos; já a Fed decidiu cortar a taxa de juro diretora).

Este mês, a OCDE cortou a sua previsão para a Zona Euro e alertou que os países tinham que acompanhar os bancos centrais e também aplicarem medidas expansionistas para controlar esta desaceleração económica, que pode levar a uma recessão em algumas economias.




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