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Confiança abranda em Portugal e fica perto do valor mais alto dos últimos seis anos na Zona Euro

O índice de confiança em Portugal abrandou, em Dezembro, 1,6 pontos, de acordo com dados divulgados hoje pela Comissão Europeia.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 05 de Janeiro de 2007 às 11:41
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O índice de confiança em Portugal abrandou, em Dezembro, 1,6 pontos, de acordo com dados divulgados hoje pela Comissão Europeia.

O sentimento de confiança entre os empresários e os consumidores portugueses caiu de 99,7 pontos, em Novembro, para os 98,1 pontos. Apesar desta queda, o índice de confiança manteve-se acima da média registada nos oito meses anteriores.

Esta redução foi mais acentuada no sector do retalho, com uma queda de 5 pontos, e na indústria com uma redução de dois pontos. O único sector em que o índice subiu foi no sector da construção, com um aumento de dois pontos. Entre os consumidores, a confiança registou uma melhoria de três pontos.

Confiança na Zona Euro perto do valor mais alto dos últimos seis anos

Na Zona Euro, o índice de confiança na Zona Euro ficou, em Dezembro, perto do valor mais alto dos últimos seis anos apesar da ligeira queda face ao mês anterior.

O sentimento de confiança entre os executivos e consumidores dos países que partilham o euro abrandou ligeiramente de 110,3 pontos, em Novembro, para os 110,1 pontos, de acordo com os dados da Comissão Europeia. Os analistas contactados pela Bloomberg esperavam que o índice chegasse aos 110,4 pontos.

A comissão revelou também os dados relativos ao desemprego. Em Dezembro, este ficou no valor mais baixo desde 1993, primeiro ano em que foram realizadas estatísticas referentes à Zona Euro.

Estes dados sugerem que o crescimento da economia dos 13 países que partilham o euro não está a ser afectado pelo aumento do IVA na Alemanha (com efeitos desde 1 de Janeiro deste ano) e das taxas de juro.

Em 2006, a economia da Zona Euro cresceu ao ritmo mais elevado dos últimos seis anos impulsionada pelo aumento das exportações e do consumo privado. As previsões do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia apontam para que este crescimento abrande em 2007. No entanto, o crescimento do emprego e da confiança poderá ajudar a manter o crescimento acima dos 2%.

"Os indicadores permitem antecipar que o crescimento vai manter-se um pouco acima dos 2%", diz Dominic White, economista do ABN Amro. "Um ligeiro abrandamento é inevitável. As taxas de crescimento a que assistimos em 2006 não são sustentáveis no longo prazo", considera White.

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