Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Confiança dos consumidores portugueses recua pelo quarto mês consecutivo

A confiança dos consumidores portugueses desceu em Novembro, pelo quarto mês consecutivo, tendo assim apresentado uma trajectória negativa desde a tomada de posse do actual Governo de Santana Lopes. O indicador de clima, que mede a confiança dos empresári

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 06 de Dezembro de 2004 às 11:11
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A confiança dos consumidores portugueses desceu em Novembro, pelo quarto mês consecutivo, tendo assim apresentado uma trajectória negativa desde a tomada de posse do actual Governo de Santana Lopes. O indicador de clima, que mede a confiança dos empresários, estabilizou o mês passado.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o índice que mede a confiança dos consumidores portugueses desceu em Novembro para os 34,7 pontos negativos, tendo apresentado uma trajectória descendente desde os 31,8 pontos registados em Agosto.

A tomada de posse do actual Executivo foi a 17 de Julho, pelo que em todos os meses completos de governação de Santana Lopes registou-se uma queda na confiança dos consumidores portugueses.

O presidente da República vai dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, pelo que este passará a ser um Governo de gestão corrente – quando o Parlamento for oficialmente dissolvido – até Fevereiro. Os resultados do inquérito do INE ainda não incluem esta informação.

O INE afirma que a queda de Novembro no índice foi particularmente influenciada, «pela degradação das perspectivas sobre a evolução do desemprego e sobre a situação económica do país, ambas tendo como referencial os próximos 12 meses».

Já as indicações referentes à realização de poupança nos próximos doze meses «estabilizaram, mantendo-se próximas do mínimo histórico registado em Setembro passado». O INE acrescenta que «a generalidade dos indicadores recolhidos juntos dos consumidores registou uma evolução desfavorável em Novembro, prolongando os movimentos dos últimos meses».

Subida nos serviços e construção compensa queda na indústria e comércio

Segundo o INE, o indicador de clima - agrupa os índices de confiança na indústria transformadora, construção, comércio e serviços – estabilizou em Novembro nos 0,1 pontos negativos, depois de ter apresentado quedas entre Agosto e Outubro.

Na indústria transformadora o indicador de confiança agravou-se pelo terceiro mês consecutivo, o que representa a interrupção mais longa da tendência ascendente que se iniciou em Junho de 2003. O índice desceu de 7,3 para 9 pontos negativos.

Segundo o INE a evolução negativa observada em Novembro resultou do comportamento negativo nas expectativas sobre a procura global, que se agravaram fortemente «e as opiniões sobre a evolução da produção prevista voltaram a ser ligeiramente mais pessimistas».

Já na construção e obras públicas o índice de confiança subiu de 44,8 para 44,7 pontos negativos, compensando a queda registada no mês anterior. O INE recorda que este indicador tem apresentado uma lenta recuperação desde Maio de 2003 e «o entrave a uma recuperação mais rápida nos últimos meses tem resultado do agravamento das perspectivas de emprego em todos os tipos de obra».

No comércio a deterioração da confiança dos empresários repetiu a queda de Outubro, com o índice a descer 4,6 para 5,7 pontos negativos. «Esta evolução justifica-se tanto pela interrupção do perfil ascendente das perspectivas de evolução da actividade nos próximos três meses, como pelo prolongamento das indicações desfavoráveis sobre a actividade recente da empresa», refere o INE.

Por fim, no sector dos serviços, o índice de confiança interrompeu a evolução negativa que vinha registando desde Junho do corrente ano, com todas as suas componentes a apresentar um comportamento favorável.

«Além das recuperações dos indicadores sobre a actividade corrente da empresa e sobre a carteira de encomendas (incluídas no indicador), registou-se uma evolução positiva, em termos homólogos, das apreciações relativas ao volume de vendas», refere o INE.

Mais lidas
Outras Notícias