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Confiança dos consumidores portugueses sobe pela primeira vez desde Abril 2002

O índice de confiança dos consumidores interrompeu em Maio a evolução descendente que verificava desde Abril do ano passado, com os portugueses menos pessimistas acerca da economia e desemprego. Nos outros sectores da economia, o pessimismo acentuou-se.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 03 de Junho de 2003 às 11:04
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O índice de confiança dos consumidores interrompeu em Maio a evolução descendente que verificava desde Abril do ano passado, com os portugueses menos pessimistas acerca da economia e desemprego. Nos outros sectores da economia, o pessimismo acentuou-se.

Segundo os Inquéritos de Conjuntura de Maio do Instituto Nacional de Estatística, na sondagem aos consumidores «o indicador de confiança apresentou uma evolução menos desfavorável (em Maio) face ao mês anterior, contrariando o movimento descendente iniciado em Abril de 2002».

Desde Abril de 2002 que o índice de confiança vinha fixando mínimos históricos consecutivos, explicado pela recessão técnica em que se encontra a economia portuguesa.

O INE explica que este resultados «é justificado pelo sentimento menos pessimista evidenciado na quase totalidade das componentes que compõem o indicador sintético».

Em Maio os portugueses apresentaram-se menos pessimistas sobre as perspectivas de evolução da situação económica das famílias e do país e da evolução do desemprego.

Os dados do INE de hoje confirmam os resultados do inquérito anunciado ontem pela Comissão Europeia, que indicava que o índice de confiança dos consumidores nacionais subiu em Maio, atingindo o máximo desde Janeiro de 2003.

O número de novos desempregados em Portugal tem vindo a diminuir, significando que a taxa de desemprego no nosso país deverá abrandar nos próximos meses. O fim da guerra no Iraque também explica a melhoria as perspectivas sobre a evolução da economia.

A única contribuição negativa para o índice, «foi observada nas respostas sobre a oportunidade de constituição de poupança nos próximos meses», explica o INE.

Confiança piora na construção, indústria, serviços e comércio

O índice de confiança dos consumidores foi o único, entre os inquéritos do INE, que apresentou uma evolução favorável.

No serviços prestados às empresas o índice de confiança apresentou um «agravamento acentuado» face ao período homólogo do ano passado, tendo todas as variáveis que compõem o índice contribuído para a queda registada.

Em Maio o indicador de confiança na construção e obras públicas retomou a tendência negativa interrompida em Abril, «como consequência da evolução desfavorável das apreciações referentes à carteira de encomendas, que se revelou suficientemente acentuada para contrabalançar o desagravamento das opiniões sobre as perspectivas de emprego no sector», explica o INE.

No entanto, apesar de se manterem ainda em níveis claramente negativos, as apreciações quanto à actividade no mês revelaram, pelo terceiro mês consecutivo, um melhoria face ao mês anterior, o que permitiu uma aproximação ao nível registado em Novembro de 2002.

No comércio o índice de confiança manteve uma evolução negativa, «como consequência do comportamento desfavorável das apreciações relativas à actividade do mês e ao nível de existências em armazém».

Por último, na indústria transformadora, o índice atingiu um novo mínimo histórico, mantendo a evolução negativa retomada em Abril. «Apesar das ligeiras recuperações verificadas nas apreciações quanto ao nível de stocks em armazém e nas expectativas de produção futura, a evolução negativa das opiniões quanto à procura global dirigida ao sector justificou o comportamento desfavorável do indicador», explica o INE.

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