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Confiança dos consumidores portugueses sobe pela primeira vez em sete meses

O índice que mede a confiança dos consumidores portugueses registou em Fevereiro uma «ligeira melhoria», pondo fim a uma série de seis meses de queda, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística. Em mês de eleições os consumidores revelaram-me menos

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Março de 2005 às 15:00

O índice que mede a confiança dos consumidores portugueses registou em Fevereiro uma «ligeira melhoria», pondo fim a uma série de seis meses de queda, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística. Em mês de eleições os consumidores revelaram-se menos pessimistas com a situação económica e o desemprego.

Segundo o INE, o índice que mede a confiança dos consumidores melhorou em Fevereiro para os 36,3 pontos negativos, contra os menos 36,8 pontos registados em Janeiro.

No primeiro mês deste ano a confiança dos consumidores desceu pelo quinto mês consecutivo e atingiu mesmo o valor mais baixo desde Setembro de 2003.

O INE explica que a «evolução marginalmente positiva», ficou a dever-se à melhoria das perspectivas quanto à situação económica do país para os próximos 12 meses, bem como as opiniões mais favoráveis relativas ao desemprego nos próximos 12 meses.

As outras duas componentes deste índice, a situação financeira no lar para os próximos 12 meses e a capacidade de realizar poupança ao longo do próximo ano, apresentaram comportamentos desfavoráveis, mas insuficientes para impedir a melhoria do índice.

Os consumidores portugueses ainda se apresentaram mais pessimistas em outras matérias, sobretudo na análise à situação económica do país nos últimos 12 meses.

Fevereiro foi um mês marcado pela campanha para as eleições legislativas e pela vitória do PS nas eleições, com maioria absoluta da Assembleia da República.

Confiança da indústria a cair pelo sexto mês e atinge máximo desde 2002 na construção

Ainda segundo o INE, o indicador de clima ficou pelo terceiro mês consecutivo estabilizado nos 0,5 pontos negativos, reflectindo a queda na confiança no sector da indústria e dos serviços e a recuperação no segmento da construção e no comércio.

Em Fevereiro, o indicador de confiança na indústria transformadora registou uma evolução negativa pelo sexto mês consecutivo, descendo de 10,4 para 11,1 pontos negativos.

«A evolução observada no mês de referência resultou do comportamento desfavorável da procura global e das apreciações relativas às existências de produtos acabados», refere o INE, explicando que «as opiniões relativas à produção prevista registaram uma recuperação face ao mês anterior».

O Inquérito de Conjuntura à Construção e Obras Públicas revela que o indicador de confiança voltou a melhorar em Fevereiro, embora de forma menos intensa do que em Janeiro, atingindo o melhor valor desde Novembro de 2002.

«Esta evolução derivou da recuperação das opiniões sobre a carteira de encomendas, indicador que prolongou o perfil ascendente dos últimos seis meses», refere o INE, adiantando que «as perspectivas de emprego, por sua vez, estabilizaram, depois de se terem desagravado fortemente em Janeiro».

No comércio a confiança também subiu, registando a primeira melhoria desde Outubro de 2004. O INE diz que a recuperação foi «transversal aos dois sub-sectores do comércio, de retalho e por grosso» e «resultou da recuperação das opiniões quanto à actividade recente, comum aos dois sub-sectores mas mais intensa no retalho, e quanto ao nível de existências em armazém, recuperação presente no comércio a retalho».

Já o indicador de confiança no sector dos serviços apresentou uma evolução descendente pelo terceiro mês consecutivo em Fevereiro. «As apreciações sobre a actividade corrente da empresa voltaram a deteriorar-se, depois de se terem desagravado no mês anterior» e «as avaliações relativas à carteira de encomendas reforçaram a tendência descendente dos últimos 8 meses».

Ainda nos serviços, «as perspectivas de procura degradaram-se pelo segundo mês consecutivo, alcançando-se os valores mais baixos desde o início de 2004 para as duas variáveis».

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