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Conflito agrava-se na zona da Ucrânia onde caiu o avião

Caixas negras mostram que a queda do avião da Malaysia Airlines se deveu a estilhaços da explosão de um míssil, segundo fontes de segurança ucranianas. ONU admite "crime de guerra".

Reuters
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As forças ucranianas anunciaram esta segunda-feira que ganharam terreno disputado pelos rebeldes pró-russos na zona onde o avião da Malaysia Airlines caiu. A intensificação do conflito dificulta o acesso a esta zona por parte dos investigadores internacionais, que dizem que não estão a conseguir chegar ao local da queda do avião.

À medida que o tempo passa diminuem as possibilidades de encontrar provas e de resgatar todos os corpos. "Permanece a possibilidade de não conseguirmos chegar lá num futuro próximo", afirmou Andrew Colvin, que lidera as investigações da equipa australiana. "Nem sequer quero considerar a hipótese de nunca conseguirmos chegar a esse lugar", acrescentou, em Sydney.

A Organização de Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) afirmou que os seus investigadores holandeses e australianos tiveram que voltar a Donetsk por "razões de segurança". Um dos líderes rebeldes também disse aos jornalistas que os investigadores voltaram para trás.

Nas últimas horas, forças militares de Kiev terão reconquistado duas pequenas cidades até agora dominadas pelos rebeldes e estavam esta segunda-feira a tentar chegar a Snezhnoye, perto do local onde a Ucrânia e os Estados Unidos dizem que o míssil foi disparado. "Os militares ucranianos estão a avançar em regiões que estiveram sob o controle temporário dos mercenários Russos".

As tropas de Kiev dizem ter perdido 23 homens em 24 horas, enquanto um comandante rebelde anunciou a morte de 30 dos seus soldados.

De acordo com um oficial ucraniano citado pela Reuters a análise da caixa negra confirma que o avião que tinha 298 pessoas a bordo caiu a 17 de Julho devido a estilhaços de um míssil que causaram "uma descompressão" provada por uma "explosão maciça". Os investigadores do Reino Unido não confirmaram esta informação, que foi esta segunda-feira amplamente difundida.

As Nações Unidas divulgaram entretanto um relatório sobre os três meses de conflito no oriente da Rússia que aponta para 1.129 mortos e 3.442 feridos. Alertando para a escalada do conflito, o Alto Comissário para os Direitos Humanos considerou que o acidente pode ser considerado um "crime de guerra".

Os corpos foram entregues pelos rebeldes depois de terem ficado dias ao sol mas o local do avião, uma zona de conflito, ainda não foi examinado.

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