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Conselheiros de Trump estabeleceram 18 contactos com os russos durante a campanha

A Reuters avança esta quinta-feira que os conselheiros de Trump comunicaram com membros do Kremlin e pessoas próximas de Putin em, pelo menos, 18 contactos.

Se os últimos dias de Obama foram marcados por uma crescente tensão com Moscovo, os primeiros de Trump vieram confirmar o desejo de uma aproximação. Um dos primeiros telefonemas oficiais, no final de Janeiro, foi para o Kremlin. A conversa com Putin versou sobre o combate ao terrorismo. A proximidade tem suscitado polémica, que remonta ao período da campanha. O primeiro director, Paul Manafort, demitiu-se após a notícia de ligações a Moscovo. Os contactos com a Rússia provocaram a queda do conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, e no domingo surgiram notícias que envolvem outras figuras próximas do Presidente. Na Europa, teme-se que Trump ponha fim, unilateralmente, às sanções decretadas após o apoio militar da Rússia aos rebeldes  na Ucrânia.
reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 18 de Maio de 2017 às 11:28
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Michael Flynn e outros conselheiros da campanha de Donald Trump comunicaram com as autoridades russas e outras pessoas ligadas ao Kremlin em, pelo menos, 18 contactos – telefónicos e emails – durante os últimos sete meses da corrida presidencial do ano passado, avança a Reuters citando fontes ligadas a actuais e antigos funcionários dos Estados Unidos.

A notícia é divulgada numa altura em que o presidente norte-americano está sob forte escrutínio, depois de ter demitido o director do FBI James Comey – que, segundo avançou o The New York Times, foi pressionado para encerrar a investigação ao antigo conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn – e de ter alegadamente revelado informações confidenciais a membros do Kremlin, numa reunião realizada na Casa Branca, na semana passada.

De acordo com as fontes referidas pela agência noticiosa, seis dos 18 contactos, que nunca haviam sido divulgados, foram telefonemas entre conselheiros de Trump (incluindo Flynn) e o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak.

O ritmo dos contactos entre Flynn e Kislyak acelerou depois das eleições de 8 de Novembro, tendo os dois discutido a criação de um canal de comunicações entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin, que contornasse a burocracia da segurança nacional dos Estados Unidos, que ambos consideravam contrária à melhoria das relações, disseram à Reuters quatro funcionários norte-americanos.

Se, inicialmente, a Casa Branca negou quaisquer contactos com a Rússia durante a campanha presidencial, mais tarde acabou por confirmar quatro encontros entre Kislyak e conselheiros de Trump nesse período.

Contactos não apontam para irregularidades

Segundo a Reuters, as fontes que descreveram os contactos entre Trump e a Rússia não detectaram, até agora, nenhuma evidência de irregularidades.

Ainda assim, a divulgação destas comunicações poderá aumentar a pressão sobre o presidente norte-americano para dar ao FBI e ao Congresso um relato completo das interacções com as autoridades russas durante e após as eleições.

Na quarta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a nomeação do antigo director do FBI Robert Mueller como conselheiro especial para investigar a suposta intromissão russa na campanha presidencial dos Estados Unidos e possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia.

Além dos seis telefonemas envolvendo Kislyak, as comunicações descritas à Reuters envolvem 12 outras chamadas, emails ou mensagens de texto envolvendo pessoas próximas de Putin, incluindo o político ucraniano Viktor Medvedchuk.

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