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Constâncio diz que redução de salários deve ser aplicada no público e no privado

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considera que qualquer medida de redução de salários para diminuir o défice deve ser aplicada tanto ao sector público como ao privado.

Lusa 23 de Maio de 2010 às 22:06
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O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considera que qualquer medida de redução de salários para diminuir o défice deve ser aplicada tanto ao sector público como ao privado.

"A haver qualquer medida desse género, seja por uma via directa, seja por via de impostos, é evidente que tem de ser para todos", afirmou aos jornalistas na sexta-feira, à margem de um jantar em sua homenagem no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa.

Vítor Constâncio, que a partir de 01 de Junho assume as funções de vice-presidente do Banco Central Europeu, defendeu que a evolução "do problema" dos desequilíbrios orçamentais e de dívida nos países membros da Zona Euro "requer alterações no sistema de vigilância e governação".

"Isso implicará alguma mudança não só nos mecanismos de vigilância, mas também alguma modificação no regime de sanções. O que se verificou nestes anos é que as várias instituições e regras previstas não funcionaram perfeitamente e algo vai ter que mudar", acrescentou.

Sobre a possibilidade de um 'travão' constitucional ao endividamento, Constâncio afirmou que este é "um problema político para cada país resolver no quadro das suas instituições".

"Mas várias soluções são possíveis. Todos os países membros são culpados pela actual situação, uns porque tiveram comportamentos menos adequados e outros porque não souberam exercer a vigilância prevista. Todos têm que aceitar reformas e a redução adicional da sua margem de autonomia", defendeu.

Questionado sobre se as medidas tomadas pelo Governo serão suficientes para a redução do défice, o governador do Banco de Portugal começou por realçar que a "execução orçamental até Abril está a correr bem".

"Se isso se confirmar, o cenário será um. Se daqui a alguns meses se verificar que a economia desacelera e que a execução orçamental já não se afigura tão positiva, a avaliação poderá ser outra", sublinhou. Vítor Constâncio será substituído no Banco de Portugal por Carlos Costa.
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