Economia Constâncio não se lembra de ter sido chamado por Barroso para falar “apenas” do BPN

Constâncio não se lembra de ter sido chamado por Barroso para falar “apenas” do BPN

O actual vice-presidente do BCE confirma que teve conversas com o então primeiro-ministro sobre a situação do banco mas diz que não se lembra de ter sido chamado por Durão Barroso para falar "exclusivamente" sobre o BPN.
Constâncio não se lembra de ter sido chamado por Barroso para falar “apenas” do BPN
Negócios com Lusa 01 de abril de 2014 às 17:33

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vitor Constâncio, disse nesta terça-feira que não se lembra de ter sido chamado por Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, para falar "exclusivamente" sobre o BPN, mas admite ter tido conversas com o ex-primeiro-ministro sobre o tema.

 

Numa recente entrevista ao jornal "Expresso", Durão Barroso disse que enquanto foi primeiro-ministro (entre 2002 e 2004) chamou por três vezes o então governador do Banco de Portugal a São Bento para "saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade", indicando possíveis irregularidades no banco que viria a ser nacionalizado pelo Estado português em 2008.

 

"Nunca recebi qualquer informação sobre possíveis irregularidades concretas no BPN. Depois de tantos anos, não recordo qualquer convocação exclusivamente sobre o BPN", afirmou Vitor Constâncio, que chamou os jornalistas para falar sobre o tema, à margem das reuniões do Eurogrupo e Ecofin que se realizam em Atenas.

 

Vitor Constâncio diz, no entanto, que se recorda "apenas de uma conversa geral em que se falou de preocupações com o BPN", mas que nessa conversa não se falou de "nada de muito concreto".

 

O agora vice-presidente do BCE disse que "sobre a substância do caso não existe agora nada de novo" e sublinhou que nunca foi convocado para conversas "exclusivamente sobre o caso BPN", e que não teve evidência "sobre irregularidades concretas" e que "pudessem ser imediatamente investigadas". Constâncio repetiu o que disse durante anos: só em 2008, com uma carta anónima, foi possível iniciar a investigação que levou à descoberta de duas contabilidades na gestão do banco. O caso foi tema de duas comissões parlamentares de inquérito em Portugal.

 

Depois da resposta ao presidente da Comissão Europeia, Vitor Constâncio garante que, para si, "o caso está terminado".




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