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Constâncio admite risco de recessão mundial e alerta para importância do pós-guerra

A economia mundial pode entrar em recessão devido ao conflito militar no Iraque e mais importante que a duração da guerra, para a evolução da economia, é o pós guerra, disse Vítor Constâncio em entrevista à TSF.

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Março de 2003 às 18:42
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A economia mundial pode entrar em recessão devido ao conflito militar no Iraque e mais importante que a duração da guerra, para a evolução da economia, é o pós guerra, disse Vítor Constâncio em entrevista à TSF.

«Vai ser um ano difícil. Se a guerra fosse mais rápida e se tudo resolvesse com estabilidade posterior ao conflito as coisas poderiam ser melhores. Mas enfim, tenho receio que isso não aconteça», diz Vítor Constâncio.

Para o Governador do Banco de Portugal existe um risco de recessão a nível internacional, pelo impacto da guerra na confiança dos consumidores e empresários, embora não apresenta, para já, uma altura específica em que a recessão possa surgir.

Mas mais importante que a duração da guerra, será o pós-guerra e questões relevantes como a estabilização do Governo iraquiano ou a resolução do conflito israelo-árabe. «Dificilmente se sairá dum conflito, e desta alteração que se pretende da ordem mundial, sem muitas reacções e sem muitas tensões e novo conflitos e novas fontes de incerteza», acrescentou.

O Governador do Banco de Portugal lembra que os instrumentos monetários existentes agora são mais débeis que os verificados na última guerra do Golfo em 1990. «As taxas de juro mundiais, nomeadamente, as americanas, nas vésperas da Guerra do Golfo, estavam em oito nove por cento e, portanto, haviam uma margem grande para descerem e com isso ajudarem a uma recuperação. Neste momento, as taxas de juro americanas estão em 1,25 por cento e a margem de manobra é menor, tal como também é menor na política orçamental do que era nessa altura», afirmou à TSF.

Sobre a economia portuguesa, Vítor Constâncio referiu que Portugal está «sincronizado com a economia europeia», dada a sua pequenez e a sua abertura ao exterior. Por isso mesmo, 2003 será um ano difícil para empresa e consumidores.

Hoje a ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite voltou a admitir que o Governo vai rever em baixa a expectativa de crescimento da economia este ano, que prevê uma subida do PIB em 1,3%, devido aos condicionalismos externos, como a guerra no Iraque.

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