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Constâncio diz que subida das taxas de juro não prejudica retoma portuguesa

O governador do Banco de Portugal defendeu ontem que a subida da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), decidida na semana passada, não irá prejudicar a tentativa de retoma da economia portuguesa.

Negócios negocios@negocios.pt 07 de Dezembro de 2005 às 09:08
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O governador do Banco de Portugal defendeu ontem que a subida da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), decidida na semana passada, não irá prejudicar a tentativa de retoma da economia portuguesa.

Em declarações realizadas à margem da Cimeira Governo/Empresas organizada pelo Jornal de Negócios, Vítor Constâncio afirmou que a passagem das taxas de 2% para 2,25% «não constitui um obstáculo à retoma», não a considerando motivo de «preocupação excessiva».

O representante português no conselho de governadores do BCE defendeu ainda que o aumento do preço do dinheiro na Zona Euro foi pequeno, com as taxas a sofrerem um acréscimo de 0,25 pontos percentuais. «No caso português, as taxas de juro continuam baixas e ao nível da inflação e, nesse aspecto, é uma situação que não tem paralelo na nossa história», afirmou.

Constâncio repetiu ainda aquilo que o presidente do BCE tinha afirmado na semana passada sobre eventuais movimentos futuros, ou seja, que não existem para já planos para novos aumentos por parte do BCE.

Esta posição do governador do Banco de Portugal «choca» de certa forma com a do ministro das Finanças que, tal como acontece com os seus homólogos dos outros países da Zona Euro, se tem revelado crítico da decisão do BCE de começar a subir as taxas de juro na Zona Euro.

Teixeira dos Santos, em declarações recentes, afirmou que a autoridade monetária europeia devia, nesta fase, ser mais prudente, uma vez que os sinais de recuperação económica na Zona Euro são ainda muito ténues. O ministro das Finanças considera ainda que não existem riscos claros de um ressurgimento de pressões inflacionistas.

No entanto, Teixeira dos Santos salientou também que a dimensão do impacto na economia portuguesa dependerá da existência e dimensão de futuras subidas de taxas.

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