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Constâncio pode rever crescimento em alta e confia em défice de 4,6% (act)

O governador do Banco de Portugal admite efectuar uma revisão em alta do crescimento da economia portuguesa este ano, face aos 1,2% que tinha previsto no Verão. Vitor Constâncio mostrou-se confiante que o Governo vai conseguir colocar o défice orçamental

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 12 de Setembro de 2006 às 13:16
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(actualiza com mais informação e declarações de Teixeira dos Santos)

O governador do Banco de Portugal admite efectuar uma revisão em alta do crescimento da economia portuguesa este ano, face aos 1,2% que tinha previsto no Verão. Vitor Constâncio mostrou-se confiante que o Governo vai conseguir colocar o défice orçamental abaixo dos 4,6%.

No encontro, em Lisboa, com responsáveis dos bancos centrais dos PALOP e de Timor-Leste, o Governador disse que esta revisão em alta no PIB está condicionada pela informação sobre a actividade económica em Julho e Agosto, para conseguir dar mais segurança a esta possibilidade de revisão.

De acordo com Vítor Constâncio, a revisão em alta poderá surgir já no Boletim Económico de Outono.

O Ministro das Finanças Teixeira dos Santos, no mesmo encontro, disse que a verdadeira boa notícia do ponto de vista macro económico foram os dados divulgados na semana passada pelo INE e considera normal as revisões em alta para a economia portuguesa que serão efectuadas por diversas instituições.

Na semana passada o INE anunciou que a economia portuguesa cresceu 0,9% no segundo trimestre, face ao período homólogo e ao trimestre anterior.

O ministro das finanças, contudo, diz que não vai cair na tentação de exagerar sobre estas notícias positivas, mas confirma que deverá apresentar uma revisão em alta do crescimento no relatório do Orçamento do Estado, a apresentar na Assembleia da República a 15 de Outubro.

Constâncio desmarca-se da análise do BCE

Vitor Constâncio falou também sobre a consolidação orçamental em Portugal, considerando mais provável neste momento que o Governo venha a cumprir com o défice orçamental de 4,6% previsto para 2006.

Justificou a sua confiança na consolidação orçamental, quer com comportamento positivo da economia, que ajuda nas receitas, quer pelo facto de a despesa estar em linha com a evolução prevista no Orçamento do Estado.

Considera um défice de 4,6% do PIB um resultado bastante positivo, recordando que "nos últimos anos, excluindo as receitas extraordinárias, o défice esteve sempre acima de 5% do PIB".

Constâncio afastou-se da posição do BCE, inscrita no boletim mensal do BCE, divulgada na semana passada, em que a autoridade monetária assinalou dúvidas e falta de informação, no processo de consolidação das contas públicas portuguesas.

"As afirmações do BCE foram baseadas provavelmente em informação já ultrapassada", disse Constâncio.

Teixeira dos Santos, na mesma ocasião, garantiu que vai atingir o objectivo orçamental para 2006, afirmando que não só do lado da receita a cobrança corre como esperado, mas, mais importante, "a despesa está sob controlo".

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