Conjuntura Consumidores mais confiantes no país mas menos optimistas quanto à sua situação pessoal

Consumidores mais confiantes no país mas menos optimistas quanto à sua situação pessoal

A confiança dos consumidores estabilizou em Fevereiro. A situação económica do país é o motivo de maior optimismo, mas as perspectivas sobre o desemprego e a situação financeira pessoal pioram o sentimento.
Consumidores mais confiantes no país mas menos optimistas quanto à sua situação pessoal
O indicador de clima económico também se manteve estável em Fevereiro, mas a construção e obras públicas foi o único sector de actividade a melhorar.
Miguel Baltazar/Negócios
Margarida Peixoto 27 de fevereiro de 2018 às 10:20
Os consumidores estão mais confiantes quando olham para o país, mas com mais dúvidas sobre a sua situação pessoal. Em Fevereiro, a confiança dos consumidores estabilizou, depois de ter registado uma correcção em Janeiro. Os dados foram divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, o indicador de confiança dos consumidores manteve-se inalterado (a média móvel do saldo de respostas extremas ficou em 1,3) depois de ter corrigido em Janeiro. A explicar esta evolução está um "contributo positivo das perspectivas relativas à evolução da poupança e da situação económica do país", contrabalançado por uma evolução negativa das "expectativas em relação à evolução do desemprego e da situação financeira do agregado familiar", lê-se no boletim.

A confiança dos consumidores continua em níveis elevados, tendo em conta a série histórica. Em Julho de 2017 atingiu o valor máximo (2,5), depois de em Dezembro de 2012 ter registado o mínimo desde que há registos, de -53,3. Contudo, é já visível uma tendência de correcção desde o Verão do ano passado.


Também o indicador de clima económico ficou estável em Fevereiro, face a Janeiro. Este já é, aliás, o segundo mês consecutivo em que este indicador não mexe. O INE nota que "os indicadores de confiança diminuíram na indústria transformadora, no comércio e nos serviços," tendo aumentado apenas na construção e obras públicas.

No caso da indústria e do comércio, os indicadores de confiança já caem pelo segundo mês consecutivo. Nos serviços, a queda registou-se apenas em Fevereiro, tendo Janeiro sido ainda um mês de melhoria. E na construção e obras públicas é o segundo mês de melhoria da confiança, depois de três meses de quebra.

Sentimento económico corrige na Zona Euro e na UE

Também na Zona Euro e no conjunto da União Europeia o sentimento económico corrigiu ligeiramente em Fevereiro, apesar de se manter em níveis historicamente elevados, mostram os dados publicados esta terça-feira pelos serviços da Comissão Europeia. 

Na Zona Euro, a correcção resultou de reduções generalizadas a todos os sectores, excepto os serviços. A queda foi mais marcada entre os consumidores, mas mais reduzida na indústria, retalho e construção. Já nos serviços a confiança melhorou.

De entre as maiores economias do euro, a confiança melhorou significativamente em Itália e mais marginalmente na Holanda. Em França e na Alemanha o sentimento piorou marcadamente e degradou-se ligeiramente em Espanha.

(Notícia actualizada com informação sobre a Zona Euro e a União Europeia)



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