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Consumo privado afunda e leva economia à maior queda em mais de dois anos

O indicador da actividade económica acentuou a queda e registou em Outubro a pior leitura desde Abril de 2009. Uma evolução penalizada pela diminuição do consumo privado que foi a pior desde que há registos.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 18 de Novembro de 2011 às 13:07
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Os dados são do Banco de Portugal e revelam o que já se esperava: uma deterioração da economia e do consumo. As leituras dos indicadores de conjuntura são mês, para mês, mais pessimistas.

O indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial da actividade económica registou, assim, uma quebra de 2,9% em Outubro e está a cair há oito meses consecutivos.

Já o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado, calculado pelo Banco de Portugal, afundou 3,9%, registando uma diminuição pelo 11º mês consecutivo.

Cenário deve agravar-se nos próximos meses

Estes dados confirmam as recentes informações económicas. Ainda esta semana, o INE revelou que o abrandamento das exportações e queda acentuada no consumo ditaram contracção de 0,4% no PIB português no terceiro trimestre face ao trimestre anterior. Em termos homólogos a economia portuguesa recuou 1,7%.

E já hoje, a mesma entidade confirmou a degradação da actividade económica em Setembro.

O consumo privado tem sido um dos principais responsáveis pela recessão em que a economia portuguesa se encontra, com os gastos das famílias a serem penalizados pela quebra do rendimento relacionada com as medidas de austeridade. A Função Pública viu os seus salários cortados a partir dos 1.500 euros, a taxa máxima do IVA passou de 21% para 23%, o desemprego aumentou e a incerteza sobre o futuro continua elevada.

Outubro continua a evidenciar todas estas dificuldades e as previsões apontam para que este cenário se mantenha nos próximos meses. Até porque a deterioração do consumo deverá ser ainda mais visível no próximo ano, depois do Governo ter decretado o corte dos subsídios de férias e de Natal para os funcionários públicas, reformados, e trabalhadores de empresas do sector empresarial do Estado.

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