Política Coordenador da moção de Rio diz que PSD tem de estar preparado para "segurar líder"

Coordenador da moção de Rio diz que PSD tem de estar preparado para "segurar líder"

O coordenador da moção de estratégia que o presidente eleito do PSD, Rui Rio, vai levar ao congresso de Fevereiro defende que o partido "tem de estar preparado" para segurar o líder, mesmo se perder as legislativas.
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Lusa 19 de janeiro de 2018 às 16:28

Entrevistado na rádio Antena1 pela jornalista Maria Flor Pedroso, David Justino rejeitou o "determinismo político" que dita o afastamento dos líderes partidários derrotados em eleições legislativas e sublinhou que a moção de estratégia que Rio vai levar ao congresso de 16, 17 e 18 de Fevereiro "está apontada para a próxima década".

 

"Não podemos estar condenados a uma espécie de determinismo político de dizer que quem perde tem que se ir embora. Não necessariamente! Porquê? Se a estratégia está bem construída, se o desempenho foi bom, porquê? Os adversários também não têm mérito?", questionou o antigo ministro da Educação do executivo de Durão Barroso e ex-conselheiro do Presidente da República Cavaco Silva.

 

Antes, David Justino foi directamente interrogado por Maria Flor Pedroso se o PSD deveria estar preparado para "segurar um líder que perde", ao que respondeu: "Porque não?".

 

"O PSD tem de estar sempre preparado para a inovação política e para as maneiras de pensar que rompem... Eu sei que a história tem um peso, e como eu tenho essa dimensão de historiador, mas não é nenhum determinismo. E, portanto, se é necessário lutar contra aquilo que foi a história, luta-se contra isso", frisou.

 

Quanto ao documento estratégico que o líder eleito no passado sábado vai levar à reunião magna de Fevereiro, o ex-ministro realçou que "não é só para dois anos, é para muito mais".

 

"A moção que eu tive a responsabilidade de coordenar não aponta exclusivamente para dois anos. Aquela moção está apontada para a próxima década", acentuou, embora recordando que, formalmente, o presidente do partido é eleito para um mandato de dois anos.

 

"Não vale a pensa estarmos a definir e a construir uma moção de estratégia para dois anos, se não tivermos em conta aquilo que queremos para Portugal nos próximos 15 ou 20 anos", sustentou.

 

David Justino considerou, porém, que o termo 'estratégia' "está muito banalizado e depois é adulterado", lembrando que "a estratégia pressupõe uma meta e a meta não é do doutor Rui Rio ou do PSD, é uma meta para Portugal".

 

O antigo conselheiro de Cavaco Silva em Belém rejeitou o afastamento militantes incómodos, recordando que sempre que isso foi tentado, "o PSD destruiu-se a si próprio".

 

"Isto não vai lá com vassouradas", argumentou, defendendo que "é necessário unir", mas advertindo, ao mesmo tempo, que "unir para deixar tudo na mesma, não vale a pena". "E unir para quem não quer ser unido, também não vale a pena", alertou se seguida.

 

Segundo David Justino, "a prática tem revelado que qualquer novo líder precisa de unir o partido para se apresentar para defender todos e não consumir-se em conflitos internos".

 

Na entrevista, o antigo ministro rejeitou argumentos como o da ex-líder Manuela Ferreira Leite de que o PSD deve 'vender a alma ao diabo', se for para retirar a extrema-esquerda do eixo da governação, e rejeitou apoiar o projecto de descentralização que o executivo levou ao parlamento.

 

Entretanto o PSD anunciou hoje que já foi nomeada a comissão organizadora do 37.º Congresso Nacional, que é constituída por José Matos Rosa e Feliciano Barreiras Duarte.




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General Ciresp 19.01.2018

Presentemente vive-se assim em portugal:um 100abrigo fica muito mais contente com 1 esmola de 100 euros dum rico do q uma esmola de 10 euros dum pobre,esquecendo-se ele porem que os 10 euros equivalem 1000x os 100 euros do rico.Mais ou menos assim foi a passagem de Passos com o actual 1/2 de e 1/2de

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