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Coreia do Norte disparou míssil que sobrevoou o Japão

O primeiro-ministro do Japão afirmou que vai efectuar todos os esforços para proteger a população japonesa, classificando o teste de "ameaça grave e sem precedentes".

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Agosto de 2017 às 22:59
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A Coreia do Norte disparou mais um míssil nas primeiras horas de terça-feira, sendo que desta vez em direcção ao Japão, tendo mesmo sobrevoado o país.

 

O projéctil foi disparado pelas 6:00 (horas locais), de perto da capital da Coreia do Norte, tendo seis minutos depois sobrevoado o território japonês, acabando por cair no mar, no noroeste do país e perto da cidade de Hokkaido, depois de se ter partido em três.

 

Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos alegam que se tratou de um novo teste com um míssil balístico. Já a Coreia do Norte afirmou que tratou de um foguetão que transportava um satélite de comunicações.  

 

De acordo com o governo japonês, as forças armadas não tentaram atingir o míssil, sendo que foi activado sistema de alerta J-Alert (com sinais sonoros) e aconselhada à população da região que tomem precauções. Contudo, de acordo com a televisão NHK, não existem sinais de que o míssil tenha causado danos.

 

Segundo a Coreia do Sul, o míssil viajou 2.700 quilómetros, tendo atingido mais de 500 quilómetros de altitude. De acordo com o governo japonês, o míssil caiu a mais de mil quilómetros da costa este do país. O Pentágono também confirmou este lançamento, afirmando que não representou uma ameaça aos EUA.

 

Ameaça "grave e sem precedentes"

 

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe reagiu a este incidente afirmando que fará tudo que o está ao seu alcance para proteger a população japonesa.

 

"Vamos fazer os esforços máximos para proteger de forma firme as vidas das pessoas", afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas, antes de uma reunião de emergência do seu conselho de ministros.

 

O secretário do Conselho de Ministros, Yoshihide Suga, foi mais longe, afirmando que o míssil representa uma ameaça "grave e sem precedentes", sendo que o Japão irá tomar "as medidas necessárias".

 

O lançamento deste míssil representa mais um episódio do escalar de tensões entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional, sobretudo os Estados Unidos.  Kim Jong Un já ameaçou lançar misseis contra o território norte-americano na ilha de Guam, sendo que Donald Trump prometeu uma resposta com "fúria e fogo" caso persistam as ameaças aos EUA. 

Mercados reagem em queda

Nos mercados a reacção foi negativa, com destaque para a bolsa do Japão, com os futuros sobre o Nikkei apontarem para uma desvalorização de cerca de 2%.

Já os futuros sobre o norte-americano S&P500 caem perto de 1%, apontando para uma sessão negativa nas bolsas europeias e norte-americanas esta terça-feira.

A iniciativa da Coreia do Norte também está a ter impacto no mercado cambial, com o dólar a recuar para mínimos de quatro meses face ao iene (108,33 ienes por dólar).  

"Desta vez o míssil sobrevou o Japão, pelo que desta vez as implicações deverão ser diferentes face aos últimos lançamentos", afirmou à Reuters Hirokazu Kabeya, da Daiwa Securities.

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