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Corte de "rating" dita recorde nos seguros contra incumprimento de Portugal

Os "credit default swaps" da República tocaram, já hoje, num novo máximo histórico, perante a nova descida da notação financeira do País. Desta vez foi a Moody’s a cortar em um nível o “rating” de Portugal.

Paulo Moutinho 05 de Abril de 2011 às 09:09
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De acordo com dados da CMA Datavision, citados pela Bloomberg, o preço dos CDS – instrumentos que permitem aos investidores protegerem-se contra um eventual incumprimento do País – subiu 5 pontos, para 585 pontos base. É um novo recorde.

A subida é explicada com o corte de "rating" realizado pela Moody’s, que baixou a classificação de Portugal de “A3” para “Baa1”, deixando em aberto a possibilidade de vir a rever novamente a notação, em baixa.

Este corte de "rating" foi "provocado, em primeiro lugar, pelas crescentes incertezas políticas, orçamentais e económicas". Quem quer que ganhe as eleições dia 5 de Junho, tem que recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) "de imediato”, diz a Moody’s.

Desde a queda do Governo, o “rating” de Portugal tem vindo a ser revisto em baixa, levando a uma subida das “yields” das Obrigações do Tesouro e à subida do custo de protecção contra o incumprimento do País.

No final da semana passada, a Fitch tinha já reduzido em três níveis a notação de Portugal, de “A-“ para “BBB-“, mantendo as perspectivas "negativas", o que significa que poderá voltar a cortar a notação financeira do País.

A 29 de Março, a Standard & Poor's baixou pela segunda vez em apenas uma semana o "rating" de Portugal para “BBB-“, um nível acima de "junk". Para a S&P, Portugal vai ter que recorrer à ajuda externa para se financiar.


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