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Corte de subsídios deve ser temporário, "se não é desonestidade política"

Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças, disse hoje que medidas como o corte dos subsídios têm de ser temporárias, enquanto não avançam as medidas estruturais.

Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 14:26
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O antigo ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, defendeu hoje que o Governo deve avançar o quanto antes com medidas estruturais, e manter medidas como o corte de subsídios com carácter temporário, sob pena de ser “politicamente desonesto”.

“O problema das Finanças Públicas tem de ser resolvido com medidas estruturais que sejam tomadas para sempre”, afirmou hoje Miguel Cadilhe, acrescentando que isso “requer tempo de preparação, tempo legislativo e de execução”.

O antigo ministro das Finanças reforçou a necessidade de “reduzir a despesa pública”, e que para isso é preciso tomar medidas intercalares, enquanto não são postas em prática as medidas estruturais.

“Em relação às medidas intercalares, não sei se algum ministro das Finanças pode encontrar soluções alternativas ao corte de subsídios em 2012”, reconheceu o economista, admitindo que não encontra outra hipótese para além da que foi decidida pelo executivo de Passos Coelho.

Lembrando o tempo em que liderava o Ministério das Finanças, Cadilhe afirmou que “na situação de pressão legítima dos credores externos, acho que a equipa do ministério e do Governo teve muita coragem em avançar com esta medida”.

No entanto, sublinhou que os cortes devem ter um carácter temporário, porque caso contrário seria um golpe de desonestidade política.

“O Governo que encare isto como uma medida intercalar, enquanto prepara as medidas estruturais, porque se não é uma desonestidade política”, alertou o responsável.

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