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Corte no fornecimento de medicamentos "não é aceitável"

O bastonário da Ordem dos Médicos considera inaceitável o corte de fornecimento dos medicamentos, especialmente quando são remédios sem substitutos. José Manuel Silva lembra que esta medida da Roche já tinha sido tomada na Grécia

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 18:32
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O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, assume "preocupação" com o corte de crédito aos hospitais por parte da Roche, nomeadamente porque, disse à TSF, estão em causa medicamentos destinados ao tratamento do cancro.

"Não é aceitável ou tolerável" o corte deste medicamentos, nomeadamente, quando não existem substitutos válidos, declarou à TSF, acrescentando ver a notícia "com alguma surpresa e profunda preocupação".

"Esta medida, pré-anunciada, representa a incapacidade de o Governo fazer face aos seus compromissos na saúde, essenciais para conseguir continuar a tratar convenientemente os doentes portugueses, particularmente os doentes com cancro", afirmou, pedindo, por isso, uma solução urgente.

Roche fez o mesmo à Grécia

Nas declarações à TSF, José Manuel Silva disse, ainda, que "a Roche não pode ser culpada ou criticada. Há muito que a indústria farmacêutica está a financiar o sistema nacional de saúde (SNS) de forma inaceitável". E já tinha feito o aviso.

E o bastonário lembra, mesmo, que a Roche fez o mesmo à GRécia. "Representa mais um passo de Portugal num caminho da situação igual à da Grécia. Há uns meses verificou-se a mesma medida das Roche em relação à Grécia".


Por isso, clama ser "essencial que o Governo resolva problema financiamento do SNS, que é um problema do País".

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