Economia Costa afirma que crescimento corresponde a previsões do Governo e salienta ganhos de quotas de mercado

Costa afirma que crescimento corresponde a previsões do Governo e salienta ganhos de quotas de mercado

António Costa indicou que "as exportações continuam a crescer, embora o ritmo de crescimento não seja tão elevado", já que esta trajetória de subida se iniciou "há mais de uma década".
Costa afirma que crescimento corresponde a previsões do Governo e salienta ganhos de quotas de mercado
Lusa
Lusa 15 de novembro de 2019 às 12:50
O primeiro-ministro afirmou hoje que os mais recentes dados do crescimento correspondem às previsões do Governo, continuando Portugal a convergir com a União Europeia, com as exportações a aumentar e as empresas a ganharem quotas de mercado.

António Costa fez esta análise sobre a evolução da economia portuguesa em Estocolmo, onde participa numa conferencia da Aliança Progressista, depois de confrontado pelos jornalistas com os resultados da estimativa rápida do INE (Instituto Nacional de Estatística), divulgada na quinta-feira.

O INE aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no terceiro trimestre face aos três meses anteriores, metade do valor registado no segundo trimestre, mantendo o ritmo de crescimento, de 1,9%, na comparação com o mesmo período de 2018.

"Esses dados indicam que vamos cumprir o objetivo previsto [em 2019], razão pela qual não estamos surpreendidos com esta dinâmica do crescimento. Significa que Portugal continua a convergir com a União Europeia e com a zona euro", sustentou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, quer em cadeia, quer em comparação com períodos homólogos, o país "cresceu acima da média europeia - esse é o facto mais relevante. Obviamente que uma economia aberta tem ciclos, mas o objetivo de Portugal é continuar a convergir", justificou o líder do executivo.

Ainda segundo a estimativa do INE, "comparativamente com o segundo trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,3% em termos reais (variação em cadeia de 0,6% no trimestre anterior), refletindo o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, superior ao registado no segundo trimestre, e o contributo negativo mais intenso da procura externa líquida".

Já em termos homólogos, o INE indica que "a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no segundo trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o investimento registou um crescimento menos intenso".

Em relação a estes dados, que levantam dúvidas sobre o perfil do crescimento da economia portuguesa, António Costa indicou que "as exportações continuam a crescer, embora o ritmo de crescimento não seja tão elevado", já que esta trajetória de subida se iniciou "há mais de uma década".

"Portanto, o diferencial de crescimento é cada vez menor", alegou, antes de desdramatizar eventuais consequências de um abrandamento da economia europeia no seu conjunto e de manifestar confiança na capacidade de adaptação do tecido exportador nacional.

"Portugal já atravessou períodos em que houve uma crise profunda em Angola, com as nossas exportações a enfrentarem dificuldades, mas os nossos empresários reorientaram as suas exportações. Neste momento em que há uma desaceleração da economia europeia, é natural que as nossas exportações possam não crescer ao mesmo ritmo", admitiu.

No entanto, para o primeiro-ministro, a desaceleração da economia europeia "pode ser conjuntural e as empresas nacionais têm encontrado outros mercados".

"Mais importante: O crescimento das exportações continua e o ganho de quotas de mercado continua, o que significa que há uma conquista de novas posições que Portugal não detinham anteriormente", sustentou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro referiu que Portugal, desde 2017, está a crescer acima da média europeia, o que não acontecia desde a adesão do país ao euro.

"Todas as previsões indicam também que, quer em 2020, quer em 2021, Portugal continuará a crescer acima da média europeia. A ambição que temos de ter é continuar a crescer pelo menos uma década acima da média da União Europeia, tendo em vista uma aproximação sustentável face aos Estados-membros mais desenvolvidos", acrescentou.



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