Economia Costa atribuiu crescimento da economia ao aumento de 23% no investimento empresarial

Costa atribuiu crescimento da economia ao aumento de 23% no investimento empresarial

O primeiro-ministro, António Costa, atribuiu hoje o crescimento da economia ao investimento empresarial, sublinhando que "cresceu 23,5%" ao longo da legislatura, e desafiou as empresas portuguesas a apostarem na inovação.
Lusa 24 de julho de 2019 às 15:28

"O que tem sustentado o crescimento [da economia] não tem sido o investimento público, o endividamento da economia, das famílias ou do Estado, porque quer as empresas quer o Estado quer as famílias têm vindo a reduzir sustentadamente o seu nível de endividamento. Aquilo que tem sustentado fortemente o crescimento da nossa economia é o investimento empresarial e o aumento das exportações", afirmou o primeiro-ministro.

 

No seu discurso durante a apresentação dos resultados do 1.º Concurso do Novo Sistema de Incentivos à Inovação, na Marinha Grande, António Costa destacou que "o investimento empresarial ao longo desta legislatura cresceu 23,5%".

 

"No mesmo período, na União Europeia, o investimento empresarial cresceu 14%, ou seja, o nosso investimento empresarial está a crescer bastante acima da média europeia. Esse crescimento do investimento empresarial é fundamental", reforçou.

 

Considerando que o país se está a "aproximar dos países com maior riqueza", o governante defendeu que é necessário "investir mais" para as empresas serem "mais produtivas e competitivas e fazerem a diferença".

 

"Temos os recursos disponíveis para financiar essa inovação, mas, mais importante, é ter o tecido empresarial que existe para ser financiado, que apresenta novos projetos e que nos dá garantia que o crescimento que temos tido ao longo destes anos, com base no investimento empresarial, não foi uma exceção", disse.

 

"A economia portuguesa tem um tecido empresarial, sobretudo de pequenas e médias empresas, que apostam fortemente na inovação, têm capacidade de apresentar projetos de grande qualidade, de absorver esses recursos e de os transformar em algo concreto", acrescentou António Costa.

 

Por isso, disse, o governo percebeu que era preciso "inovar no modelo de financiamento": "Se estivéssemos só a recorrer aos instrumentos públicos não estávamos nesta primeira fase a financiar 569 milhões, mas cerca de 350 milhões de euros, pois a outra diferença são os fundos que vêm dos empréstimos bancários", sustentou.

 

"Foi por isso que definimos como absolutamente estratégico o objetivo de apoiar este financiamento empresarial como fator de transformação da nossa economia. Hoje o diferencial de financiamento da economia portuguesa relativamente a economias como a alemã é incomparavelmente menor do que aquela que era há quatro anos. Isso significa que também as empresas têm melhores condições para se financiarem", sublinhou o primeiro-ministro.

 

Recordando que na indústria dos moldes a competição mundial é a China "contra a Marinha Grande e Oliveira de Azeméis", António Costa considerou que o produto português pode diferenciar-se. "Não foi só a mão de obra que mudou nem a tecnologia, foi todo o processo inovativo e que vai ter de continuar a mudar, porque essa exigência vai continuar a ser maior", disse.

 

Além da inovação, o primeiro-ministro destacou ainda como "fundamental" a aposta "nos mecanismos de transferência do conhecimento para a atividade económica", que permite "uma incorporação do saber numa maior qualificação dos recursos humanos através do sistema educativo ou de formação profissional".




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI