Política Costa dá prioridade a fundos europeus e descentralização para negociar com Rio

Costa dá prioridade a fundos europeus e descentralização para negociar com Rio

O primeiro-ministro saudou a "nova disponibilidade" para dialogar demonstrada pelo novo presidente do PSD e já definiu duas áreas prioritárias para negociar com Rui Rio: o quadro comunitário pós-2020 e o programa de descentralização.
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David Santiago 19 de fevereiro de 2018 às 19:42
À disponibilidade para dialogar demonstrada por Rui Rio, António Costa respondeu sinalizando a estratégia de Portugal no programa de fundos europeus pós-2020 e o processo de descentralização como áreas prioritárias para entendimentos com o PSD. Esta segunda-feira, 19 de Fevereiro, à saída de um encontro com start-ups presentes na WebSummit, o primeiro-ministro disse que "é positivo que haja uma nova disponibilidade" para negociar, referindo-se à abertura a entendimentos preconizada por Rui Rio.

Apesar das críticas dirigidas por Rui Rio à actual solução governativa, António Costa considera que "é sempre preciso não confundir o que são as opções de Governo com aquilo que são domínios onde é essencial que haja acordos políticos o mais alargado possível envolvendo também a oposição". 

Para marcar terreno, o primeiro-ministro aproveitou para desde já destacar dois "casos evidentes" que precisam de entendimentos alargados: "a estratégia de Portugal pós-2020, que pela natureza das coisas transcende esta legislatura"; e "o programa de descentralização que há mais de um ano está pendente na Assembleia da República", uma reforma que Costa não quer que "seja só desta maioria".

Costa está alinhado com o Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa tem falado insistentemente sobre a necessidade de os partidos se entenderem acerca das prioridades do próximo quadro comunitários de fundos europeus. 

O também secretário-geral do PS referiu-se ainda ao encontro que terá amanhã com o novo líder social-democrata, dizendo querer "ouvir quais são as suas ideias". O que não significa que a geringonça fique ameaçada por uma maior convergência entre PS e PSD. "As minhas são conhecidas, temos uma solução governativa que tem provado bem", disse Costa. 

Depois do encontro de hoje com Marcelo, Rui Rio defendeu ser ainda muito cedo para apresentar propostas concretas, admitindo abertura para negociar, não só com o PS mas com "todos os partidos", as reformas necessárias a superar os "estrangulamentos" do país.  

No 37.º Congresso do PSD deste fim-de-semana, Rio apontou um conjunto de áreas prioritárias de acção: educação, saúde, Segurança Social, justiça, sistema político, descentralização e reforma do Estado. À saída do encontro laranja, a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, saudou a disponibilidade de Rio para entendimentos mas pediu ao líder do PSD "propostas concretas".


(Notícia actualizada às 20:11)



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comentários mais recentes
Traduzindo... 19.02.2018

Criar tachos
Criar super-tachos para sustentar a manada
Expandir a gamela e aumentar os gameleiros
O derrotado oportunista quer garantir a maioria absoluta em 2019
Cortando assim o pasto a outros animais
É que há uns animais que são mais iguais que outros!
O pensamento dos suínos é imutável...

Anónimo 19.02.2018

A classe média paga os desmandos dos governos e depois os governantes recebem os fundos europeus. Uns pagam os outros recebem. Até quando ?

Anónimo 19.02.2018

Costa leva Portugal a novo resgate, mais 11 mil funcionários, milhares de boys e girls, impostos, taxas e serviços usurários. Portugal apenas atrai investimento pela mão de obra barata. o pântano aumenta todos os dias.

Mas desta vez tem descentralização para espalhar a culpa pelo reino

Silva 19.02.2018

Costa veio chamar burro aos transmontanos que tem 5 milhões em Espanha e não exporta para lá. É estúpido ou pensa que os brigantinos são estúpidos, encobrindo que é o responsável pela pobreza, pois todos os factores de produção custam o dobro em Bragança, combustíveis, energia, impostos, taxas etc

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