Política Costa diz que não basta cortar despesa ou aumentar impostos para reduzir défice

Costa diz que não basta cortar despesa ou aumentar impostos para reduzir défice

O primeiro-ministro afirmou que a economia tem crescido com a ajuda dos empresários, já que nem autarquias nem Estado estão em condições de fazer grandes investimentos públicos.
Costa diz que não basta cortar despesa ou aumentar impostos para reduzir défice
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 27 de maio de 2017 às 09:30

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro António Costa disse esta sexta-feira, 26 de Maio, durante a apresentação da candidatura de Raul Castro à Câmara de Leiria, que a economia portuguesa tem crescido com a ajuda do investimento dos empresários.

"Hoje, a nossa economia está a crescer, não à custa de grandes investimentos públicos, porque infelizmente, nem o Estado, nem as autarquias estão ainda em condições de poder realizar grandes investimento públicos. Mas a economia tem crescido, sobretudo, graças ao investimento das empresas", afirmou António Costa.

O líder socialista precisou que o investimento privado tem-lhes permitido "aumentar a produção, aumentar as exportações e, sobretudo, aumentar algo que é essencial para vivermos melhor na nossa sociedade que é mais e melhor emprego".

Segundo António Costa, o país não teria bons resultados económicos "se as finanças públicas não estivessem controladas".

"Também não estaríamos a reduzir o défice como estamos, se a economia não estivesse a crescer como está, se os empresários não estivessem a investir como estão, e o emprego não estivesse a ser criado como está", declarou.

O secretário-geral acrescentou que é o "ciclo de confiança" que está a permitir ter resultados.

"Claro que não podíamos ter reduzido o défice sem que estes resultados existissem na economia. Outros já tentaram e não foi por acaso que falharam. Não basta cortar na despesa nem aumentar os impostos para que o défice reduza", acrescentou António Costa.

O governante considerou que "a forma sustentável de termos boas finanças públicas" é "ter uma economia forte", o que significa ter "uma economia onde os consumidores, os empresários e o conjunto dos agentes económicos têm confiança para consumir, para investir e para pouparem".

António Costa lembrou que, em 2015, "em todos os inquéritos aos empresários quando se perguntava a razão pela qual não investiam, a resposta que a esmagadora maioria dava é que não sentiam confiança por parte dos consumidores no futuro da economia".

"As pessoas sabem hoje que com passos seguros temos feito aquilo que nos comprometemos a fazer: repor os salários e as pensões que tinham sido cortados e reduzir a carga fiscal sobre os rendimentos das famílias e isso permitiu ganhar algo que é absolutamente fundamental: confiança", acrescentou o primeiro-ministro.

Para António Costa, "Leiria não é uma região qualquer para o país", já que "é um dos principais motores económicos do país".

O secretário-geral adiantou que ter a região "a crescer em pleno, a apostar e a mobilizar a energia empreendedora que existe aqui como raras vezes encontramos em outras zonas do país, é absolutamente essencial para que a nossa economia possa continuar a crescer com sucesso".

Depois do candidato e presidente da Câmara de Leiria Raul Castro e do seu mandatário, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria, Helder Roque, terem referido que não iriam "pedir nada" ao primeiro-ministro, António Costa afirmou que tem a pedir, "porque o país precisa de Leiria, desta energia criadora, desta iniciativa geradora de riqueza e de emprego de Leiria".

O secretário-geral sublinhou que é esta "energia", que "permite exportar a partir de Leiria".

"Se queremos continuar a crescer temos de ter Leiria a crescer e para isso precisamos de autarcas de excelência à frente de Leiria e de toda esta região, como é o Raul Castro", rematou.




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