Finanças Públicas Costa garante aumentos salariais para a Função Pública de no mínimo 1% em 2021

Costa garante aumentos salariais para a Função Pública de no mínimo 1% em 2021

Depois da promessa de voltar a aumentar os salários da Função Pública em 2021 em linha com a inflação de 2020, o primeiro-ministro veio garantir que essa subida não será inferior a 1% - mesmo que os preços acabem por subir menos no conjunto deste ano. A revisão anual dos salários "veio para ficar", disse António Costa
Costa garante aumentos salariais para a Função Pública de no mínimo 1%  em 2021
Mariline Alves
O primeiro-ministro, António Costa, prometeu nesta quinta-feira, 9 de janeiro, um aumento salarial dos funcionários públicos de um mínimo de 1% no próximo ano, mesmo se a inflação verificada no conjunto de 2020 for inferior a esse valor. 

No primeiro dia do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado, António Costa garantiu um novo aumento salarial para os funcionários públicos em 2021. Embora a promessa não seja nova - a ministra da Administração Pública já tinha dito numa entrevista que o objetivo do Governo é aumentar a Função Pública em 1% (a inflação deste ano) em 2021 -, o chefe de Governo veio garantir que o aumento não será inferior a esse valor. 

"O Governo acompanhará se a inflação for superior e não reduzirá [o aumento] se a inflação for inferior a 1%. A revisão anual é um princípio que veio para ficar", garantiu Costa. 

O chefe de Governo respondia ao líder parlamentar d'Os Verdes, José Luís Ferreira, que reivindicou um aumento dos salários dos funcionários públicos mais alinhado com o crescimento da economia portuguesa. "O bom desempenho da economia devia ter reflexos positivos na vida das pessoas na mesma dimensão. Neste contexto, o que se perspetiva de aumento dos salários da função pública como para as reformas é insuficiente", considerou. 

No entanto, e António Costa não falou de um aumento além dos 0,3% nos salários previsto para 2020 (apesar da margem existente), optando por destacar o aumento da despesa com pessoal total prevista para este ano, que sobe 3,2% se se assumir, além dos aumentos salariais, também o descongelamento de carreiras.

"Eu chamo a atenção que a mudança que fazemos é histórica. Reintroduzimos um princípio que está esquecido há anos", sublinhou.




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