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Costa, Merkel e Janša vão trabalhar para "rápida recuperação económica e social"

Os líderes de Portugal, Alemanha e Eslovénia reuniram-se esta terça-feira, por videoconferência, para definirem as prioridades do próximo ciclo de presidências rotativas da UE, sucessivamente a cargo destes três países.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 16:43
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O primeiro-ministro português, António Costa, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o líder do governo da Eslovénia, Janez Janša, reuniram-se esta manhã, por videoconferência, para traçarem as prioridades do próximo ciclo de presidências rotativas da União Europeia, agora adaptadas à nova realizada trazida pela crise pandémica.

Em comunicado tripartido, os três líderes prometem "trabalhar em conjunto para uma rápida recuperação económica e social, construindo uma Europa mais resiliente". O programa revisto foi acertado há uma semana pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos três Estados-membros.

"As três presidências acreditam firmemente na importância da democracia, dos direitos humanos, do Estado de direito e dos nossos modelos de sociedade aberta, que constituem a base da liberdade, da segurança e da prosperidade europeias", pode ainda ler-se no comunicado conjunto em que realçam a importância de "retirar as lições certas da crise e de preparar a Europa para o futuro".

Em linha com as prioridades políticas da Comissão Europeia, as quais estão também plasmadas nas orientações com vista ao plano proposto por Bruxelas para a recuperação económica da UE, estes três países sinalizam a importância de "enfrentar a dimensão social da crise".

E defendem que a retoma deverá contribuir para superar os problemas sociais decorrentes da pandemia, bem como "dar prioridade às transformações verde e digital, reforçar a autonomia estratégica da UE e as suas capacidades para enfrentar crises como as pandemias e os ciberataques".

A Alemanha inicia a presidência semestral da UE no próximo dia 1 de julho - cujo mote é "Juntos pela Recuperação da Europa" -, seguindo-se Portugal logo no início de 2021 e, por fim, a Eslovénia a partir do segundo semestre do próximo ano.

No final da conversa telemática, Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, antecipou desde já, citado pela Lusa, que "o momento mais alto da presidência portuguesa será a celebração de um Conselho informal, em maio do próximo ano, no Porto, associado a uma Cimeira Social" em que se pretende aprovar "um plano de ação para a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais".

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