Energia Costa não está preocupado com "coligação negativa" para baixar IVA da eletricidade

Costa não está preocupado com "coligação negativa" para baixar IVA da eletricidade

O primeiro-ministro diz que "todos" querem reduzir custo da eletricidade, mas há que "escolher prioridades".
Costa não está preocupado com "coligação negativa" para baixar IVA da eletricidade
Lusa
Lusa 24 de novembro de 2019 às 18:30
O primeiro-ministro considerou hoje ser "muito cedo" para "preocupações" como a de uma eventual coligação negativa para aprovar a redução do IVA da eletricidade, admitindo que "todos" querem diminuir a fatura elétrica, mas é preciso "escolher prioridades".

"É muito cedo para estarmos neste momento ainda com as preocupações sobre o que é que vai acontecer no debate orçamental. Nós entregaremos a nossa proposta no dia 16 de dezembro e é natural que todos os partidos na Assembleia da República apresentem também as suas propostas", afirmou António Costa em declarações aos jornalistas no Porto, à margem da cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota.

Apontando o "compromisso geral de todos relativamente aos objetivos fundamentais de continuar a apostar no crescimento económico, a melhorar o rendimento das famílias, a criar boas condições para que as empresas possam continuar a investir e a criar mais e melhor emprego", o primeiro-ministro salientou que é preciso "conseguir os equilíbrios necessários, porque os recursos são sempre finitos e as necessidades são sempre ilimitadas".

"Todos queremos reduzir o custo da eletricidade e temos vindo a fazer uma redução muito significativa, quer com a generalização que foi feita da tarifa social, quer com a redução do défice tarifário, que é a forma estrutural de reduzir o preço da eletricidade", afirmou.

No entanto, advertiu, "ao mesmo tempo, temos também que aumentar a capacidade de investir, por exemplo, no Serviço Nacional de Saúde, temos que ter uma política de habitação onde o Estado esteja mais presente, de forma a podermos combater de uma forma mais ativa aquilo que tem sido a especulação imobiliária e podermos assegurar arrendamento acessível às famílias, e em particular às jovens gerações".

Paralelamente, António Costa apontou como prioridades "continuar a proceder ao desagravamento fiscal" e "criar novos incentivos para que famílias que se constituem possam ter a liberdade efetiva de ter os filhos que desejam efetivamente ter e que o país precisa que tenham".

"As prioridades são múltiplas e fazer um orçamento não é escolher uma prioridade contra todas as outras, é conseguirmos, de uma forma harmoniosa, investir onde é mais prioritário investir e ir buscar as receitas onde é mais justo ir buscar as receitas, e de uma forma equilibrada", sustentou, acrescentando: "Temos que conseguir conjugar a criatividade de cada um com as diferentes prioridades e temos que saber o que é que queremos fazer ao mesmo tempo".

Sublinhando que "ninguém pode ir buscar toda a receita que deseja, nem realizar toda a despesa que sonha", Costa afirmou-se confiante de que será possível conseguir "o equilíbrio orçamental" obtido "ao longo dos últimos quatro anos, com resultados positivos para o conjunto país".

O Expresso e o Observador noticiaram que, embora o Governo só agora tenha começado a negociar a proposta de Orçamento do Estado para 2020, arrisca-se já a ver uma coligação negativa aprovar a redução do IVA sobre a eletricidade para 6% em todas as componentes da fatura, uma medida que pode ter um custo de várias centenas de milhões de euros para o orçamento.

De acordo como Observador, o Bloco de Esquerda (BE) vai insistir na proposta nas negociações com o Governo e, mesmo que o executivo não ceda nas negociações, a medida deverá voltar a surgir na discussão na especialidade, na qual os partidos podem apresentar alterações ao orçamento.

E se o BE isolado não tem votos suficientes para aprovar a medida, o Observador refere que o PCP também vai avançar com a proposta e que o apoio do PSD será ainda mais decisivo.



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