Europa Costa: Novos impostos europeus "não incidem propriamente sobre os portugueses"

Costa: Novos impostos europeus "não incidem propriamente sobre os portugueses"

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje em Bruxelas a criação de novos impostos europeus que aumentem as receitas da União Europeia, sublinhando que aqueles dos quais se fala actualmente "não são propriamente impostos que incidam sobre os portugueses".
Lusa 23 de fevereiro de 2018 às 18:58

Em declarações no final de uma cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da UE, António Costa afirmou que o debate sobre o aumento dos recursos próprios da UE "não é uma invenção do Governo português", mas sim "um debate em curso na Europa, que está em aberto", e que considera fundamental, se Portugal não quer perder fundos comunitários.

 

"Há uma coisa que é clara: se Portugal não quer perder fundos comunitários na política agrícola, se não quer perder fundos comunitários na política de coesão, se não quer que diminuam os fundos que estão a ser disponibilizados no Horizonte 2020 (...) é necessário não só preencher a perda de receitas resultante da saída do Reino Unido", com também reforçar as verbas para fazer face aos novos desafios e ambições, disse.

 

António Costa apontou que o aumento dos recursos pode ser feito através de um aumento das contribuições financeiras dos Estados-membros -- "já dissemos da nossa parte estamos disponíveis para isso", realçou -, mas também, para complementar esse esforço, "a própria UE poder ter impostos cobrados directamente" como recursos próprios.

 

"Os impostos que têm vindo a ser falados não são propriamente impostos que incidam sobre os portugueses. Não incidirão sobre os portugueses certamente a taxação sobre as multinacionais norte-americanas que exploram o espaço digital da UE, e os impostos sobre as grandes transacções financeiras não incidem naturalmente sobre os portugueses, mas sobre quem faz essas transacções financeiras", disse.

 

Apontando que o debate de hoje entre os 27 (o Reino Unido não participou) foi "um primeiro" sobre o futuro quadro financeiro plurianual pós-2020, António Costa, questionado sobre alguns Estados-membros, com Holanda e Áustria, já se terem pronunciado contra o aumento das respectivas contribuições para o orçamento comunitário, considerou "natural que num processo desta natureza haja divergências na primeira conversa", mas preferiu sublinhar "o excelente ambiente de trabalho", considerando que esta cimeira foi mesmo "um excelente ponto de partida".

 

Costa voltou a defender a importância de as negociações que agora arrancam serem concluída com sucesso antes das próximas eleições europeias, previstas para maio de 2019,

 

"Desejo profundamente que isso seja possível, porque permitiria uma transição adequada de quadros financeiros, evitando o que aconteceu com o anterior, evitaria contaminar o debate das eleições europeias sobre as questões orçamentais e permitiria a cada Estado-membro planear com calma e profundidade um melhor aproveitamento dos fundos comunitários", realçou.

 

O chefe de Governo admitiu todavia que esta "vai ser uma negociação difícil, porque coincidem simultaneamente a diminuição de receitas com a saída do Reino Unido e a assunção de novas prioridades políticas que a UE assumiu em Bratislava", reforçando por isso que se a UE não quiser desiludir os seus cidadãos tem que encontrar formar de aumentar as suas receitas.

 




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mais votado Anónimo 23.02.2018

É para rir ou os Portugueses não são europeus?

comentários mais recentes
AA 24.02.2018

ESTA É A VELHA MENTALIDADE DO PS... DESDE QUE SEJAM OS OUTROS A PAGAR... NÓS VIVEMOS HÁ CONTA... COMO FIZERAM EM 40 ANOS DE CLEPTOCRACIA EM PORTUGAL. JUNTAMENTE COM PSD E CDS.

Paulo Reis 24.02.2018

Só boas notícias (e grandes mentiras). Não pagamos impostos e continuamos a viver subsidiados. Teoria do socialismo português. Uma pessoa decente honra-se de pagar impostos e de viver do seu trabalho. Isso sim, seria um bom exemplo para os portugueses.

Alentejano 24.02.2018

cada vez mais me convenço que os políticos ate nem são más pessoas na sua maioria, sofrem apenas de um sério atraso mental que os faz incapazes de ver os resultados e os backlashes das suas ideias e uma espécie de autismo para imaginar o futuro realista do que aconteça quando dizem idiotices.

Alentejano 24.02.2018

a partir do momento em que os fracos se podem votar a eles próprios os recursos dos fortes deixamos de ter uma democracia e passamos a ter uma plebocracia! que já existe em portugal mas se ele avançar com isto a Alemanha e a frança passam a exigir um modelo de voto rateado em função da população!

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