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Costa promete recuperação de rendimentos para trabalhadores em layoff

Em resposta ao secretário-geral do PCP, o primeiro-ministro disse esta quarta-feira que a recuperação de rendimentos dos trabalhadores em layoff será assegurada a partir de 1 de julho.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 03 de Junho de 2020 às 19:43
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António Costa prometeu esta quarta-feira, durante o debate quinzenal no Parlamento, que o Governo irá trabalhar para criar um instrumento que permita recuperar os rendimentos dos trabalhadores atualmente em layoff. O primeiro-ministro respondia a uma interpelação do secretário-geral do PCP.

Tal como havia sido revelado à Lusa, o PCP centrou a intervenção neste debate na necessidade de serem encontradas formas de proteger os trabalhadores, em concreto os seus rendimentos. Jerónimo de Sousa voltou a mostrar-se contra o regime simplificado de layoff sublinhando que os "despedimentos não foram atenuados por causa disso".

"Em cima desse layoff já se fala de um outro. Não podemos aceitar que ao fim de três meses um trabalhador perca um salário inteiro", disse o secretário-geral comunista avisando contra um regresso ao "passado dos cortes e desvalorização dos rendimentos do trabalho" e defendendo que o caminho deve ser o inverso, o da "valorização".

António Costa rejeitou regressar aos tempos da troika e da austeridade notando que "a política de valorização dos rendimentos foi essencial na recuperação económica". Contudo, Costa discordou dos argumentos de Jerónimo contra o layoff simplificado e assegurou que sem esta medida extraordinária haveria muitos mais algumas dezenas de milhares de desempregados.

Seja como for, deu garantias de que o Governo está a trabalhar de modo a que a partir de 1 de julho não exista apenas um mecanismo que "incentive a retoma da atividade", mas que "também inicie um processo de recuperação dos rendimentos dos trabalhadores na atual situação de layoff", instrumento que deve ser desenhado de forma a não descapitalizar a Segurança Social, a não colocar sob "excessiva pressão" as PME, caso contrário a "crise seria bem maior". 

O chefe do Governo reiterou a estratégia governamental, considerando que a "proteção de rendimentos implica a proteção do emprego e a proteção do emprego implica a proteção das empresas".

"Não vamos passar nesta crise sem dor, não é possível", declarou o líder socialista frisando novamente que a "resposta passa claramente pela recuperação dos rendimentos".
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