Política Costa rejeita que se crie "novo arco da governação" que exclua partidos como no passado

Costa rejeita que se crie "novo arco da governação" que exclua partidos como no passado

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que "acrescentar o PSD ao consenso não significa retirar" ninguém desse mesmo consenso, rejeitando que se crie um "novo arco da governação" que exclua partes do sistema político como aconteceu no passado.
Costa rejeita que se crie "novo arco da governação" que exclua partidos como no passado
Lusa
Lusa 28 de fevereiro de 2018 às 14:47

"Acrescentar o PSD ao consenso não significa retirar quem quer que seja do consenso que tem que existir", respondeu hoje aos jornalistas António Costa, na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, quando questionado sobre os acordos entre PS e PSD.

 

O primeiro-ministro foi peremptório: "tal como antes não era possível manter um arco da governação que mantinha parte do sistema político sem espaço de intervenção na área governativa, não se crie agora um novo arco da governação que exclui outros".

 

Numa resposta implícita ao BE e ao PCP, que apoiam parlamentarmente o governo minoritário socialista, António Costa defendeu que "não pode haver na sociedade política portuguesa mecanismos de exclusão".

 

Na opinião do primeiro-ministro não é "nenhuma novidade" esta necessidade de consenso alargado em algumas matérias uma vez que se está "a decidir para aqueles que daqui a 100 anos continuarão a usar essas infra-estruturas".

 

O líder socialista tinha começado a resposta sobre estes acordos com o PSD a insistir na distinção entre aquilo que considera serem dois planos diferentes.

 

Por um lado, o da solução governativa actual, que não há "nenhuma razão" para alterar e, por outro lado, um aspecto "completamente distinto" que tem a ver com as opções que o país tem de fazer que pela sua natureza estrutural devem sempre ser objecto do acordo político mais amplo possível".

 

"Não é nenhuma novidade. Já no Programa do Governo está dito que quer a estratégia Portugal 2030, quer os grandes programas de investimento, quer mudanças no Estado como a descentralização devem ter esse acordo político muito alargado", recordou.

 

Segundo António Costa, a "única mudança é que hoje há uma nova disponibilidade do PSD que não existia anteriormente".

 

"A liderança do Governo não mudou, a orientação política do Governo não mudou, a nossa vontade de acordos políticos alargados não surgiu agora. Aquilo que registamos de novo é que passámos a ser correspondidos", observou.

 

O primeiro-ministro deu o exemplo da falta de capacidade do aeroporto de Lisboa para responder à procura, considerando que se "há 20 anos tivesse havido um acordo político sobre as infra-estruturas", hoje haveria a capacidade aeroportuária que "toda a gente se queixa que não há".




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Mas que demonstração de estupidez 28.02.2018

está a demonstrar alguns saudosistas do psd. Eles pura e simplesmente querem dividir para reinar. Encostar o PS as cordas atraiçoando os acordos à esquerda, seria para eles a coroa de glória para melhor manipularem o governo. A politica que os rege não tem o País como principal objetivo, mas o parti

JCG 28.02.2018

Ora o Sr Costa, como é um oportunista manhoso que está lixando para o futuro do país e apenas quer o poder para gerir interesses da sua carneirada no curto prazo, pensa que ao envolver o PCP e o BE, porque é esperto, vai manietá-los e ficar apenas com a parte "boa". Mas a fatura surgirá mais adiante

JCG 28.02.2018

Como é óbvio, se o PCP quer estoirar com o modelo vigente, a sua participação num governo será sempre ambígua e falsa: não fazer nada para aperfeiçoar esse modelo, antes ajudá-lo a implodir e, na passagem, atender a algumas reivindicações da sua clientela eleitoral privativa para ganhar pontos

Anónimo 28.02.2018

1º quem exclui o psd foi o ps, ao tomar conta do poder sem ter ganho as eleiçoes e nem tentou negociar porque tinha o poder assegurado.
2º o que ele pretende e ser ele a governar e os outros a apoiar.
3º o rio já anda a lamber as botas.

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