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Costa abre a simpatizantes eleição directa do secretário-geral e consagra primárias

O candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, propõe a possibilidade de simpatizantes participarem na eleição directa do secretário-geral deste partido e de haver primárias para a escolha de candidatos a titulares de cargos políticos.

Lusa 06 de Novembro de 2014 às 20:07
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O projecto de revisão dos estatutos que António Costa levará ao próximo congresso do PS, ao qual a agência Lusa teve acesso, estabelece que "a eleição directa do secretário-geral pode admitir a participação dos simpatizantes do PS, nos termos definidos pela Comissão Nacional".

 

"A Comissão Nacional, com a faculdade de delegar na Comissão Política, pode deliberar sobre convocatória de eleições primárias para a escolha de candidatos a titulares de cargos políticos, nos termos e condições estabelecidos em regulamento próprio", lê-se no projecto do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que foi coordenado pelo deputado do PS e ex-ministro Jorge Lacão.

 

No mesmo sentido, fica previsto no artigo relativo aos direitos e deveres dos simpatizantes que estes podem ser chamados "a participar na eleição directa para secretário-geral do PS, ou em eleições primárias quando tenham lugar, por deliberação dos órgãos próprios do partido".

 

Se estas alterações forem aprovadas, as eleições primárias - abertas a simpatizantes - passarão a vigorar nos estatutos dos socialistas, embora não de forma imperativa, mas como uma possibilidade.

 

No passado dia 28 de Setembro, o PS realizou pela primeira vez eleições primárias, nas quais participaram cerca de 150 mil militantes e simpatizantes socialistas, para a escolha do candidato deste partido a primeiro-ministro.

 

Esta foi a solução do anterior secretário-geral, António José Seguro, para resolver a disputa interna após António Costa se ter declarado disponível para o substituir na liderança deste partido.

 

António Costa venceu as eleições primárias, mas formalmente ainda não lidera o partido, o que só deverá acontecer na sequência da próxima eleição directa pelos militantes, prevista para os dias 21 e 22 deste mês.

 

Na introdução deste projecto de revisão estatutária, que será levado com congresso nacional de 29 e 30 deste mês, em Lisboa, sustenta-se que se impõe "proceder a um conjunto delimitado de alterações aos estatutos do partido, essencialmente dirigidos a actualizar de pleno os princípios republicanos e democráticos do PS, numa aposta que já foi significativamente ganha de abertura do partido à sociedade mas cujo sentido e coerência deverá ser aprofundado".

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