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Costa diz respeitar opção de Seguro estar fora da vida política e salienta "unidade" no PS

O secretário-geral do PS afirmou, nesta madrugada de sábado, que as listas de candidatos a deputados demonstrarão "plenamente" a "unidade" do partido e disse respeitar a opção do anterior líder, António José Seguro, de estar afastado da vida pública.

Miguel Baltazar
Lusa 11 de Julho de 2015 às 01:52
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António Costa falava no final da reunião da Comissão Política Nacional do PS, na qual foram apresentados os nomes dos cabeças de lista socialistas às próximas eleições legislativas, depois de ser questionado sobre o facto de António José Seguro estar agora fora dos candidatos a deputados.

 

"Creio que é público e notório que António José Seguro optou por estar nesta fase afastado da vida pública e acho que devemos respeitar isso. Mas, como militante do PS, terá sempre lugar no partido - e o partido contará sempre com ele", começou por responder o líder socialista.

 

Questionado se endereçou um convite formal ao anterior secretário-geral do PS para integrar as listas de candidatos a deputados, António Costa alegou que tal "não era necessário". "Foi claro que não havia essa vontade [de António José Seguro], que deve ser respeitada", declarou.

 

Já sobre a inclusão de "seguristas" e "socráticos" nas listas do PS, António Costa procurou assegurar que serão "listas de unidade como é timbre do partido". "Temos um bom hábito de confronto frontal, de debate e de escolha. A partir do momento das escolhas, não tenho a menor dúvida de que as listas do PS representarão plenamente a unidade de todo o partido. Mas mais importante é a grande abertura das listas do PS à sociedade", frisou.

 

Neste ponto, o secretário-geral do PS destacou a presença de Tiago Brandão Rodrigues, cabeça de lista por Viana do Castelo, "que liderada na Universidade de Cambridge uma área de investigação para a detecção precoce do cancro". "Constitui um dos excelentes símbolos desta geração mais qualificada que tem estado a sofrer com a emigração. É um sinal de que o país não pode desistir desta geração e que esta geração mais jovem não desistiu do país", disse.

 

Perante os jornalistas, o líder socialista defendeu a tese de que fazer listas de candidatos a deputados "é fazer escolhas". "O PS dá agora um sinal importante de ser capaz de trazer para a vida política activa um conjunto de personalidades que se têm destacado nos domínios científico e da universidade, pessoas há muitos anos afastadas da vida política. Deu-se um sinal que é possível renovar e mobilizar os cidadãos para olhar para os problemas do país", acrescentou.

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