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Costa: Programa "VEM" "não dignifica aquilo que deve ser a consciência" dos políticos

António Costa criticou a dimensão do programa anunciado para a promoção do regresso dos emigrantes, referindo que não é suficiente para compensar todos os portugueses que saíram do país.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 12:22
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O líder da oposição atacou esta sexta-feira, 13 de Março, o programa de incentivo ao regresso aos emigrantes, anunciado na quinta-feira pelo Governo.

 

"Nos últimos anos, o país perdeu 300 mil pessoas que partiram para o estrangeiro. Mais de 110 mil jovens. O que o Governo ontem veio apresentar, com a criação de 40 a 50 projectos, para poderem regressar [os emigrantes] é não ter mesmo consciência do que aconteceu ao longo destes três anos", afirmou António Costa, de acordo com declarações transmitidas pela SIC Notícias.

 

Aos jornalistas, antes das jornadas parlamentares do Partido Socialista que se realizam esta sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa criticou este programa, chamado de VEM (Valorização do Empreendorismo Emigrante), que pode vir a começar com 40 a 50 projectos "que o Governo diz que podem chegar a 100 ou 200". Costa comparou, por várias vezes, os 300 mil recém-emigrantes: "é algo que não dignifica aquilo que deve ser a consciência" do Governo.

 

António Costa disse aos jornalistas que as jornadas parlamentares do maior partido da oposição vão debruçar-se na procura de uma "alternativa para a situação económica e social" do país, inserindo aí a importância do regresso aos emigrantes. Contudo, criticou o programa inserido no Plano Estratégico para as Migrações até 2020, com o qual o Governo não se compromete com números mas com o qual pretende apoiar empresas que contratem emigrantes portugueses desempregados no estrangeiro, conforme anunciou ontem o secretário de Estado Pedro Lomba. 

 

"É fundamental termos outra política, que pare a austeridade, que pare a destruição de emprego", continuou. 

 

Sobre a candidatura de Carvalho da Silva à Presidência da República, Costa limitou-se a dizer: "não está na ordem do dia". 

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