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Cotadas devem iniciar introdução de novas regras contabilísticas para não surpreender mercado

As empresas nacionais cotadas em Bolsa deverão iniciar a preparação para a introdução das novas regras contabilísticas europeias que serão obrigatórias em 2005 porque «o mercado não gosta de surpresas», disse Nasser Sattar, partner da PWC.

Bárbara Leite 04 de Julho de 2002 às 20:19
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As empresas nacionais cotadas em Bolsa deverão iniciar a preparação para a introdução das novas regras contabilísticas europeias que serão obrigatórias em 2005 porque «o mercado não gosta de surpresas», disse Nasser Sattar, partner da PricewaterhouseCoopers.

As novas regras de contabilização das contas das empresas serão normalizadas ao nível da União Europeia, pelo que os resultados consolidados das empresas terão que ter em conta o novo sistema International Acconts Stantards (IAS).

Este atraso esperado, conforme indicia o estudo da PWC, pode «penalizar a actuação das empresas em Bolsa», alerta Nasser Sattar.

No entanto, o Grupo Sonae [SON] avança que está em processo de «mudança» interna para a implementação da nova contabilidade comunitária.

«Esperamos efectuar a conversão das contas de 2001 e 2002 para o novo sistema IAS, passar todo o ano de 2003 a implementar a mudança e esperamos no primeiro trimestre de 2004 apresentar as contas consolidadas de todo o grupo já em IAS», disse hoje José Luís Amorim, responsável deste projecto no Grupo liderado por Belmiro de Azevedo.

Neste âmbito, o grupo apresentou as contas de 2001 da Sonae Imobiliária com base no novo regime, tendo esta alteração tido um impacto «muito significativo» nos resultados da empresa na «ordem dos 40 a 50 milhões de euros», revelou o mesmo responsável.

Esta antecipação é explicada pelo grupo Sonae pelo facto da empresa deter «investimentos transnacionais», facilitando o trabalho de comparação de indicadores económicos, acrescentou Luís Amorim.

Alves Monteiro, presidente da Euronext Lisbon presente no encontro promovido pela PWC, sublinhou que a introdução das IAS nas contas das empresas nacionais «é importante», por que «a informação só tem valor se for credível».

A existência de «standards» na informação financeira das empresas pode afastar «a nuvem de suspeita» que envolve a divulgação da informação causada pelo aumento «do poder dos auditados (empresas) sobre os auditores (das contas)», referiu Alves Monteiro.

O estudo da PWC revela que apenas três empresas nacionais das 30 analisadas iniciaram a implementação do novo regime contabilístico.

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