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Covid-19 faz taxa de poupança das famílias subir para 7,4%

No primeiro trimestre deste ano, que inclui um mês de covid-19, que chegou no início de março a Portugal, a taxa da poupança das famílias subiu para 7,4%, mais 0,6 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Mais rendimento e menos consumo explicam, diz o INE.

Susana Paula susanapaula@negocios.pt 24 de Junho de 2020 às 11:16
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A taxa da poupança das famílias aumentou para 7,4% do rendimento disponível no primeiro trimestre deste ano, mais 0,6 pontos do que no trimestre anterior, devido a uma redução do consumo e a um aumento do rendimento, divulgou o INE nesta quarta-feira, 24 de junho.

O INE lembra que os dados das contas trimestrais por setor institucional são "muito influenciados" por efeitos de natureza sazonal; e que no caso das famílias elementos como o pagamento do subsídio de férias ou de Natal "determinam fortemente o comportamento da taxa de poupança". Por esse motivo, a taxa de poupança das famílias no primeiro trimestre é normalmente mais baixa do que outros períodos.

No entanto, não foi isso que aconteceu nos primeiros três meses deste ano. Em contexto de pandemia de covid-19, com o mês de março a ser o primeiro com casos detetados em Portugal e com fortes medidas restritivas (o Estado de Emergência foi decretado pela primeira vez a 18 de março), a taxa de poupança subiu para 7,4%, mais 0,6 pontos percentuais do que no trimestre anterior (6,8%).

Considerando valores trimestrais efetivos e não anuais, a taxa de poupança aumentou 2,9 pontos percentuais no primeiro trimestre deste ano face a igual trimestre do ano anterior, afirma o INE.

É preciso recuar a 2014 para encontrar uma taxa de poupança superior à registada agora. No terceiro trimestre desse ano, e influenciada pelos subsídios de férias pagos, a taxa de poupança das famílias estava nos 7,7%.

Mais rendimento e menos consumo explicam

Segundo o INE, o aumento da taxa de poupança das famílias dá-se por duas vias: o aumento do rendimento disponível em 0,6% (idêntico ao trimestre anterior) e a redução do consumo final em 0,1%.

O aumento do rendimento disponível das famílias deveu-se ao crescimento das remunerações em 0,9% face ao trimestre anterior.

(Notícia atualizada)
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