Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Crato: Ministério vai recorrer da decisão mas época de exames arranca mesmo a 17 de Junho

O ministro da Educação afirma que os alunos que têm exame de Português marcado para a próxima segunda-feira podem ir fazê-lo, mesmo sem terem nota lançada. O Ministério da Educação vai recorrer da decisão do colégio arbitral que não decretou serviços mínimos na greve de professores.

Migeul Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Junho de 2013 às 21:44
  • Assine já 1€/1 mês
  • 32
  • ...

Nuno Crato revelou que o Ministério vai recorrer de decisão do colégio arbitral nomeado para decidir sobre a determinação de serviços mínimos na greve dos professores do dia 17 de Junho, na próxima terça-feira.

 

O colégio, formado por três pessoas, considerou que a greve de professores marcada para o dia 17, pese embora coincidente com o 1º dia de exames finais nacionais do ensino secundário, “não afecta de modo grave e irremediável o direito ao ensino na sua vertente de realização dos exames finais nacionais, não se estando por isso perante a violação de uma necessidade social impreterível”.

 

“Os exames de dia 17 mantêm-se”, afirmou o ministro. “Os alunos que por motivo de greve não tenham ainda nota lançada, podem ir a exame”, garantiu Nuno Crato.

 

“Reconhecemos, obviamente, o direito à greve, mas trata-se de uma greve a exames, e uma greve a exames é lamentável”, uma vez que “não beneficia professores e prejudica alunos.”

 

Nuno Crato diz que o Executivo fez “tudo para negociar com sindicatos. Esta greve foi marcada ainda antes de começarem as negociações. E foi criado um alarmismo” sem sentido, defende. E explica: a greve baseia-se no “alargamento da componente lectiva”, o que “é falso”, já que o Governo, “através de despacho publicado no fim de Maio tinha mantido” a componente lectiva dos professores.

 

Outro dos argumentos para a greve passa pela requalificação. Mas “tomámos medidas para a não aplicação aos professores”, tendo sido elaborado um conjunto de medidas para com os sindicatos “estudarmos” formas de conseguir resolver esta questão. “Infelizmente não houve abertura”, acusa o ministro.

 

Nuno Crato diz que os motivos invocados pelos sindicatos de professores para avançarem com a greve são “os motivos de toda a função pública. O que está em causa são os horários de trabalho e a requalificação de toda a função pública. Os professores não poderiam ser tratados de maneira diferente. Os professores fazem parte da função pública. Esta greve prejudica sobretudo a escola pública”, defende.

 

E por fim, “apelamos para que os exames decorram para não prejudicarem alunos.” Os professores trabalharam todo o ano para ajudar os alunos, os “alunos têm direito a fazer exames e as famílias a planificar a sua vida”, concluiu o ministro, numa conferência de imprensa sem direito a perguntas dos jornalistas.

Ver comentários
Saber mais Nuno Crato educação exames colégio arbitral
Outras Notícias