Economia Cravinho: Descer remuneração accionista das concessões é "mais difícil do que se julga"

Cravinho: Descer remuneração accionista das concessões é "mais difícil do que se julga"

João Cravinho concorda que deve ser feito um esforço para reduzir a rentabilidade para os accionistas das concessões, mas considera que a forma de o fazer depende de cada caso.
Negócios 18 de setembro de 2012 às 13:01
João Cravinho considera que se deve procurar descer a remuneração accionista, no caso das concessões, mas sublinhou que isso “é mais difícil do que se julga” e que a forma de o fazer “depende de cada caso concreto”.

Na comissão parlamentar de inquérito às PPP, a que foi chamado para explicar aos deputados a concessão Fertagus, ex-ministro de António Guterres sublinhou que nestes projectos as taxas internas de remuneração que hoje se julga serem adequadas situam-se entre 12% a 15%. “Este tipo de empreendimentos, realizados desta forma, tem sempre encargo superior ao da dívida pública por definição”, sublinhou.

“Acho que devíamos lutar todos para baixar mais o custo da remuneração”, afirmou, lembrando, no entanto, que “por trás de cada concessão há um consórcio financeiro, que nem sequer é feito pela banca nacional”.

Ainda antes Cravinho tinha sublinhado que “o que se passa nas PPP em Portugal não é como se passasse na lua, é semelhante ao que se passa nos outros países”. Ainda assim, admitiu que o país tem nesta matéria problemas próprios em que se podia ter feito melhor.

João Cravinho defendeu que “vale a pena uma auditoria profissional ao mecanismo de reequilíbrio financeiro”. Destacando a importância deste tema e a possibilidade de ser resolvido de mais do que uma maneira, o ex-ministro socialista considera que seria importante “fazer uma doutrina para o futuro”.

O responsável considerou ainda que em Portugal a partilha e distribuição dos riscos das concessões “é tema chave”, daí que defenda que deva ser aprofundado, olhando para experiência passada e vendo o que correu bem ou mal.

Cravinho defendeu ainda que o conflito de interesses nestes casos devia ser regulado, de forma a quem participa como consultor do Estado não possa ter outro papel, e criticou o recurso “excessivo” ao “outsourcing”.




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