Economia Crédito Agrícola: Estado deve parar de consumir financiamento da economia

Crédito Agrícola: Estado deve parar de consumir financiamento da economia

O presidente do Crédito Agrícola defende uma revisão do memorando de entendimento acordado com a troika para evitar que o Estado continue a consumir financiamento da banca que deveria ser canalizado para a economia.
A carregar o vídeo ...
Lusa 31 de março de 2013 às 18:05

Licínio Prata Pina considerou, em entrevista à Lusa, que há "sectores do Sector Empresarial do Estado que continuam a endividar-se e a consumir fundos que podiam ser canalizados para a economia e não são porque ficam nas empresas do sector público", sobretudo nas de transportes.

 

Nesse sentido, defendeu, é preciso "mexer no memorando de entendimento" acordado entre Portugal e a troika de credores externos (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu). Para Licínio Pina, "não há necessidade de pedir mais dinheiro", mas é imprescindível prolongar o prazo de pagamento do empréstimo de 78 mil milhões de euros.

 

"É o que fazemos na actividade bancária. Quando uma pessoa está com dificuldades de pagamento ou se baixa a taxa ou se prolonga o prazo ou as duas coisas. Isto porque o pior que pode acontecer ao banco ou ao próprio cliente é entrar em incumprimento. No país é a mesma coisa", afirmou.

 

O responsável pelo grupo Crédito Agrícola, o sétimo maior banco a actuar em Portugal, disse ainda que se o Estado quiser contribuir para o crescimento da economia portuguesa deve "pagar as dívidas que tem".




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI