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Crescimento da Zona Euro em 2008 será inferior a 2% pela primeira vez em três anos

A economia europeia está a desacelerar mais do que o previsto. FMI e comissário do euro admitem que as previsões de Outono estejam já ultrapassadas, e que o mais provável é um crescimento inferior a 2% em 2008.

Negócios 04 de Dezembro de 2007 às 09:06
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O aprofundamento da crise nos mercados financeiros, aliado à escalada do petróleo e à valorização do euro, está a provocar um arrefecimento mais acentuado da actividade económica na Zona Euro, que deverá, nestas circunstâncias, crescer menos do que os 2,2% que há menos de um mês eram projectados pela Comissão Europeia, e que já traduziam uma forte revisão em baixa face aos 2,6% inicialmente previstos para 2008.

Nos cálculos de Joaquin Almunia, comissário dos Assuntos Económicos, o mais provável é que a taxa de crescimento se cifre "em torno, ou mesmo ligeiramente abaixo" de 2%, disse, em declarações ontem à noite, em Bruxelas, no final do encontro do Eurogrupo (ministros das Finanças dos países da Zona Euro). A confirmar-se, será a primeira vez em três anos que a economia europeia se expande menos do que a sua taxa potencial. Para este ano, a previsão aponta para 2,5%.

As afirmações de Almunia surgiram depois da exposição feita por Michael Deppler, responsável do Departamento Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ontem apresentou aos ministros das Finanças do euro a mais recente avaliação da instituição sobre as perspectivas económicas europeias. O FMI, que em Outubro previa uma taxa de crescimento de 2,1% para 2008, aponta agora para um valor ligeiramente inferior a 2%, explicou Almunia, que disse partilhar dessa análise.

Arrefecimento trava subida das taxas de juro

A desaceleração mais acentuada na Zona Euro deverá fazer com que o Banco Central Europeu (BC) mantenha inalteradas nesta quinta-feira as taxas de juro de referência nos 4%.

Isto, apesar de a inflação, que em Novembro tocou na fasquia dos 3%, recomendar um endurecimento da política monetária. A primeira missão do BCE é garantir a estabilidade dos preços, o que significa manter a taxa de inflação abaixo de 2% . Vários responsáveis políticos têm no entanto acusado o BCE de dar excessiva prioridade ao combate às pressões inflacionistas, em detrimento do crescimento económico.

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