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Crescimento do desemprego abranda em Fevereiro

O crescimento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego abrandou em Fevereiro deste ano face ao período homólogo mas registou uma queda de 0,7% em termos mensais.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 17 de Março de 2006 às 12:38
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O crescimento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego abrandou em Fevereiro deste ano face ao período homólogo mas registou uma queda de 0,7% em termos mensais.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego ascendeu a 487.936, em Fevereiro, um valor que corresponde a um aumento de 313, ou 0,1%, face ao mesmo mês de 2005. Este é o quarto mês consecutivo em que se verifica uma desaceleração do crescimento do número de desempregados, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Em termos mensais a evolução foi contrária, verificando-se uma diminuição de 0,7%, ou seja, menos 3.248 inscrições do que em Janeiro.

As mulheres continuam a representar a maior fatia do desemprego (57,1%) e em termos anuais observaram um aumento de 1,6%, o que foi contrabalançado pela evolução negativa dos homens que registaram uma diminuição de 1,9%. «Os desempregados com 25 e mais anos de idade, registaram, por sua vez, um acréscimo de 1,3%, enquanto que os jovens evoluíram mais favoravelmente (-6,6%)», esclarece a mesma fonte.

A procura de novo emprego representou cerca de 93% do total dos desempregados enquanto a procura do primeiro emprego correspondeu a 5,1%.

«Os níveis de habilitação escolar mais elevados, registaram aumentos de desempregados, com destaque para o superior com uma variação de 15%, relativamente ao mesmo período do ano anterior», acrescenta o IEFP.

O desemprego de longa duração recuou 1,7%, mas continua a representar mais de 40% dos inscritos nos centros.

Todas as regiões do Continente e Regiões Autónomas verificaram diminuições no desemprego em termos homólogos, à excepção do Norte que aumentou em 2%.

Se por um lado o número de desempregados inscritos desceu, o número de ofertas disponíveis no final de mês caiu em 5,3% para os 7.813.

«O aumento anual do desemprego reflectiu-se principalmente na ‘administração pública, educação, saúde e acção social’, no ‘fabrico de materiais de transporte’, na ‘indústria do vestuário’, no ‘comércio e manutenção de automóveis e de combustíveis’ e na ‘fabricação de mobiliário, reciclagem, indústria transformadora’», de acordo com o IEFP.

O ‘fim de trabalho não permanente’ continua a ser o principal motivo de inscrição dos desempregados e representa 34% das inscrições efectuadas ao longo do mês nos Centros de Emprego do Continente.

«O número de ofertas de emprego recebidas, no país, ao longo do mês, situou-se em 7.760, mostrando um decréscimo de 0,2% relativamente a Fevereiro de 2005», esclarece a mesma fonte.

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